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Em 90% do Brasil, mudanças no clima reduzirão abelhas e afetarão alimentos

PHILLIPPE WATANABE

DE SÃO PAULO

09/08/2017 15h22

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/08/1908471-em-90-do-brasil-mudancas-no-clima-reduzirao-abelhas-e-afetarao-alimentos.shtml

 

Décio Gazzoni/Embrapa/Divulgação
Sul e Sudeste serão as áreas mais afetadas
Sul e Sudeste serão as áreas mais afetadas

Na prateleira dos mercados, feijão, abacate e aquecimento global –que irá impactar animais polinizadores e, consequentemente, os alimentos dependentes deles. No Brasil, cerca de 90% das cidades (entre as 4.975 que foram analisadas) sofrerão redução no número de abelhas, importantes para a polinização.

Os pesquisadores se concentraram em 13 culturas agrícolas que possuem robusta base de dados, ou seja, com determinações sobre produtividade, localização, dependência de polinizadores e polinizadores efetivos –fatores com efeito real para polinização.

"Temos uma carência gigantesca de dados. Não sabemos quantas culturas existem no Brasil, mas devem ser centenas", afirma Tereza Giannini, autora do estudo e pesquisadora do Instituto Tecnológico Vale.

Ao todo, o Brasil tem 5.570 municípios, de acordo com o levantamento mais recente do IBGE, dos quais 4.975 foram analisados. Os que ficaram de fora da análise, não possuem dados sobre a produção ou realmente não têm as culturas estudadas: acerola, abacate, feijão, coco, café, algodão, goiaba, tangerina, maracujá, caqui, girassol, tomate e urucum.

Giannini afirma que alterações nas produções de espécies com alto valor de produção, como café e algodão, podem ter impactos significativos na economia. Estudos anteriores calculam que as mudanças climáticas podem custar entre US$ 4,9 bilhões (R$ 16,6 bi) a US$ 14,6 bilhões (R$ 49 bi) para o Brasil.

A pesquisa levou em conta as 95 espécies de abelhas relacionadas às plantações estudadas. Segundo Giannini, em média no país, haverá uma redução de 13% na ocorrência desses animais.

Contudo, essa taxa tem grande variação pelo país e os municípios mais afetados ficam no Sul e Sudeste, com risco de redução de polinizadores de até 60%. As plantações de girassol e tomate de cidades de Minas Gerais seriam as que mais sentiriam a redução.


Antonio Saraiva, cientista da USP e um dos responsáveis pelo estudo, afirma que as conclusões da pesquisa trazem "as mudanças climáticas para o bolso e para a barriga das pessoas".

"Ter perda ou deslocamento dos polinizadores afeta a produção. Isso causa impactos em empregos e na renda local, e nos preços dos produtos pela diminuição da oferta", afirma Saraiva, que ressalta que a questão dos preços não foi tratada nas análises.

De forma geral, as produções de goiaba, tomate, café e tangerina serão as mais afetadas.

Para dimensionar o impacto do aquecimento global na ocorrência de abelhas, a pesquisa considerou um aumento de temperatura de 2°C a 4°C até 2050 –seguindo dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU).

"Precisamos entender melhor essas relações entre polinizadores e culturas agrícolas para preparar programas de conservação", diz Giannini. "As abelhas e polinizadores são prioritários. Se esses cenários se confirmarem, ficaremos em uma situação muito complicada quanto à produção de alimentos."

Uma forma de, pelo menos, amenizar a redução e migração de polinizadores seria, a partir de mais plantas amigáveis às abelhas, disponibilizar outras fontes de alimento e ninho. "Isso pode ser feito de maneira a não impactar muito as atividades humanas", diz Saraiva.

O pesquisador da USP afirma que espécies vegetais que produzam néctar e pólen podem ser plantadas em faixas de terra não utilizadas e em beiras de estrada. Em meio a plantações, poderiam ser cultivadas plantas que proporcionem alimento para as abelhas mas que não provoquem competição por nutrientes.

"A outra opção é rever áreas destinadas à agricultura e, eventualmente, aumentar as regiões de matas preservadas", afirma Saraiva.

O estudo foi publicado nesta quarta-feira (9), na revista científica "Plos one.

Mudanças no clima no país afetarão abelhas e polinização de culturas

Por Bettina Barros | De São Paulo

09/08/2017 às 05h00

http://www.valor.com.br/agro/5073044/mudancas-no-clima-no-pais-afetarao-abelhas-e-polinizacao-de-culturas

 

O aquecimento da Terra trará mais problemas que a inundação de áreas costeiras, a savanização de florestas, a destruição de ecossistemas e o esforço hercúleo de adaptação da raça humana às novas temperaturas. A mudança climática em curso atingirá também populações inteiras de abelhas e, com elas, a possibilidade de polinização natural de diversas culturas agrícolas cuja existência depende inteiramente desses insetos.

O cenário soa catastrófico, mas é exatamente assim que um estudo realizado por um grupo multidisciplinar de pesquisadores da Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo (USP), aponta para o futuro brasileiro. Encabeçado pela bióloga e pós-doc Tereza Cristina Giannini, o artigo "Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil", publicado hoje na revista PLOS ONE, conclui que quase 90% dos 4.975 municípios brasileiros analisados no estudo enfrentarão perda de espécies polinizadoras nos próximos 30 anos. No Brasil - onde 60% das culturas agrícolas dependem de polinizadores, em maior ou menor grau -, a probabilidade de ocorrência de polinizadores poderá ter uma queda de 13% até 2050.

"Sul e Sudeste deverão ser os mais afetados pela queda no número de polinizadores, justamente as regiões onde estão importantes culturas agrícolas", afirma Tereza Cristina, que dedicou três anos à pesquisa. Durante esse período, a bióloga estudou 13 culturas agrícolas e seus 95 polinizadores.

O estudo mapeou desde culturas que dependem integralmente dos insetos para produzir frutos (como maracujá, acerola e urucum) aos de alta (abacate, goiaba, girassol e tomate), média (coco, café e algodão) e baixa dependência da polinização (caso do feijão, tangerina e caqui). A dependência se deve à morfologia da flor: há flores que não precisam de polinizador animal (o vento, por exemplo, já resolve). Outras precisam que o inseto carregue o grão de pólen de uma flor para outra, assegurando, dessa forma, a polinização.

Segundo o artigo, as perdas maiores devem afetar municípios com baixo PIB, o que pode impactar ainda mais os níveis de pobreza dessas regiões, e também um grupo de municípios de PIB mais alto, cuja riqueza pode ser reduzida pelas perdas de polinizadores.

O grupo usou a Modelagem de Distribuição de Espécies (MDE), técnica que determina áreas potenciais de ocorrência de espécies e projeta sua distribuição futura. Para estimar a ocorrência e localização de cada espécie polinizadora, foram usados os bancos de dados do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e do Global Biodiversity Information Facility (GBIF).

Os números são preocupantes, ainda que se tratem de probabilidades estatísticas, diz a pesquisadora. Tomando como base as projeções do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) de elevação de temperatura em 2050 em 2o C na Mata Atlântica, 95,5% dos 1.708 municípios que hoje cultivam café perderiam seus polinizadores naturais.

Por sorte, não seria a erradicação dos cafezais porque a cultura depende moderadamente dos insetos para frutificar - apenas sete espécies de abelha prestam o serviço ambiental. Outros 99,1% do total de municípios brasileiros que cultivam algodão (321) também notariam o sumiço de polinizadores naturais em 2050, mantida a tendência de alta da temperatura. Por sorte também, o algodão depende menos da polinização por insetos. O mesmo não ocorreria com maracujá, acerola e urucum - 100% dos pomares dependem de insetos para que o fruto vingue.

"Os produtores terão de buscar cultivares que dependam menos da polinização ou mudar a cultura de lugar", diz Tereza Cristina.

As estimativas do PBMC preveem alta de 4o C na Amazônia brasileira até 2050, e queda de 30% nas precipitações de chuvas. Na Mata Atlântica, a alta seria de 2oC na temperatura e de 15% nas chuvas. Calor e excesso ou falta de chuvas afetam igualmente o desenvolvimento das colmeias.

"De modo geral, achamos que a adaptação provavelmente vai acontecer com espécies que toleram amplas faixas de temperatura e precipitação. Mas isso é muito difícil de medir. Podemos mensurar a tolerância de um polinizador à mudança de calor, por exemplo. Mas como medir essa mesma tolerância se a mudança demorar dez anos para acontecer?" 

Projected climate change threatens pollinators and crop production in Brazil

Tereza Cristina Giannini , Wilian França Costa, Guaraci Duran Cordeiro, Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Antonio Mauro Saraiva, Jacobus Biesmeijer, Lucas Alejandro Garibaldi

Published: August 9, 2017 - https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274

Abstract

Animal pollination can impact food security since many crops depend on pollinators to produce fruits and seeds. However, the effects of projected climate change on crop pollinators and therefore on crop production are still unclear, especially for wild pollinators and aggregate community responses. Using species distributional modeling, we assessed the effects of climate change on the geographic distribution of 95 pollinator species of 13 Brazilian crops, and we estimated their relative impacts on crop production. We described these effects at the municipality level, and we assessed the crops that were grown, the gross production volume of these crops, the total crop production value, and the number of inhabitants. Overall, considering all crop species, we found that the projected climate change will reduce the probability of pollinator occurrence by almost 0.13 by 2050. Our models predict that almost 90% of the municipalities analyzed will face species loss. Decreases in the pollinator occurrence probability varied from 0.08 (persimmon) to 0.25 (tomato) and will potentially affect 9% (mandarin) to 100% (sunflower) of the municipalities that produce each crop. Municipalities in central and southern Brazil will potentially face relatively large impacts on crop production due to pollinator loss. In contrast, some municipalities in northern Brazil, particularly in the northwestern Amazon, could potentially benefit from climate change because pollinators of some crops may increase. The decline in the probability of pollinator occurrence is found in a large number of municipalities with the lowest GDP and will also likely affect some places where crop production is high (20% to 90% of the GDP) and where the number of inhabitants is also high (more than 6 million people). Our study highlights key municipalities where crops are economically important and where pollinators will potentially face the worst conditions due to climate change. However, pollinators may be able to find new suitable areas that have the potential to improve crop production. The results shown here could guide policy decisions for adapting to climate change and for preventing the loss of pollinator species and crop production.

Figures

Introduction

One of the key challenges addressed by the World Summit on Food Security is the necessity for countries to properly address the impact of climate change in order to achieve food security [1]. According to the FAO (Food and Agriculture Organization), food security exists when all people, at all times, have physical, social and economic access to address their dietary needs and food preferences for an active and healthy life [1]. Food security can be affected by climate change because it may change crop growth and production [2], impacting crop price and the food market and exacerbating hunger, land abandonment, migration and urbanization [3]. At the global scale, climate change is expected to lead to a 14% decline in per capita cereal production by 2030 [4], particularly affecting tropical areas [5]. In Africa and South Asia, 8% yield losses are expected across all crops by 2050 [6], with developing countries being more vulnerable [7], potentially enhancing the decline in crop productivity, particularly in countries that currently have a high prevalence of hunger [2]. Brazilian agricultural production is also expected to be affected by climate change. Between 2 and 5 billion US$ is the projected loss to be suffered by 2070, with coffee-growing areas showing a 30% decrease in the southeastern region [8].

An additional challenge to agriculture related to climate change is the loss of crop pollinators, with pollination being an ecosystem service that is important to maintain the production of the majority of crops [9]. Crops have different degrees of dependency on animal pollinators, and a global evaluation showed that 85% (91 of 107 crops) are pollinator dependent to some degree [10]. In Brazil, 60% of crops (85 of 141) are pollinator dependent, with another 39 crops that do not depend on animal pollination and 17 crops lacking data [11]. The area cultivated with pollinator-dependent crops has increased in recent decades [12], intensifying the need for pollinators and pollination. In addition, pollinator-dependent crops are important for human diet as a main source of micronutrients, such as vitamins A and C, calcium and folic acid [13], and a geographical equivalence was found between areas with a high vitamin A deficiency and pollinator-dependent crops that produce such vitamins [14]. These findings highlight the challenges for intensifying research on crop pollinator species and their interactions, emphasizing the urgent need for further research [15].

Climate change is ongoing, involving changes in precipitation and temperature regimes. According to the Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), climate change will potentially lead to an average temperature increase of 2°C to 4°C by 2050 depending on the emission scenario [16]. Declines in pollinators as a result of climate change have already been suggested for honey bees [17] and bumblebees [18]. Other species have also shifted their distribution toward the poles [1920] or to higher elevations [21] or have exhibited more complex responses [22], seeking milder habitat conditions. Climate change is also affecting the interaction between species [23], changing the structure of interaction networks [24], resulting in changes in phenological synchronization [25] and leading to mismatches in the geographic distribution of interacting species [26]. In addition, under climate change, the biota tends to show homogenization, with generalist species, which usually have broader abiotic requirements, becoming more prevalent [27], since species with narrow ecological niches or habitat preferences are likely to disappear [28].

The objective of this paper is to assess the impact of projected climate change on the geographic distribution of crop pollinators of 13 Brazilian crops and to estimate its relative impact on crop production. To this end, we analyzed pollinator shifts due to climate change for each crop using species distribution modeling. We evaluated the impact of climate change in each municipality where these crops are produced as well as the total crop production, the gross domestic product (GDP) per municipality and the number of inhabitants.

Materials and methods

The main pollinators of 13 Brazilian crops analyzed here were defined in another study, totaling 95 species [29] (S1 Table). The total number of Brazilian crops is still unknown, with most regional fruits and vegetables being produced by only local farmers. A recent assessment evaluated the pollinator dependency of 141 crops, but this is not the total number of Brazilian crops [11]. Moreover, there is a lack of information about the pollinator dependency of crops as well a lack of knowledge related to the main crop pollinators [1129]. Additionally, the values of annual production per municipality are not available in the public data repository for all crops (Brazilian Institute of Geography and Statistics—IBGE), and such values are necessary for the estimations proposed here. Thus, this study analyzes 13 crops for which we have already determined the pollinator dependency and the main pollinators and for which we have the values of annual production per Brazilian municipality.

We assessed the impact of projected climate change on crop pollinators using species distribution modeling (SDM), a computational technique that determines potential areas of species occurrences and forecasts their future distribution [30]. We retrieved information about the occurrence points of each pollinator species from the speciesLink data portal (Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA) and from the Global Biodiversity Information Facility (GBIF) data portal. Both repositories contain biodiversity data deposited mainly in biological collections and museums (S2 Table).

In addition to the occurrence points, SDM uses environmental variables to determine suitable areas for species potential distribution. We used climatic variables obtained from Worldclim [31] with a resolution of 5 arc-minutes (approximately 10 x 10 km cell size at the Equator). From the 20 variables available under current climatic conditions, we calculated the nine least correlated variables [32]: altitude, mean diurnal range, isothermality, mean temperature of the driest quarter, annual precipitation, precipitation of the driest month, precipitation seasonality, precipitation of the warmest quarter, and precipitation of the coldest quarter. We used the same variables to forecast the future potential distribution projected by the Met Office Hadley Centre (HadGEM2-CC) and the University of Tokyo and collaborators (MIROC-ESM-CHEM) for the year 2050. We built the ensemble forecasting of both projections, which consists of a weighted sum scheme for merging the final models obtained [33]. We used the representative concentration pathways (RCP) set to 8.5, which specifies a likely global mean surface temperature increase by the end of the 21st century of 2.6°C to 4.8°C [16]. This scenario was chosen for projecting the greatest increase in the emission and, consequently, the most pronounced changes. For conservation purposes, it is important to detect the areas that are most suitable, even in more extreme scenarios, minimizing costs and maximizing the chance of effectively protecting the species. This approach was used in previous studies [343536].

The Maximum Entropy algorithm (Maxent) [37] was used to perform the SDM. This algorithm is particularly useful because it can be applied to datasets using only presence records of species (as opposed to other algorithms that require absence data) [38]. We used the area under the curve (AUC) of the receiver-operator graph to estimate the accuracy of the modeling process in a test data set (20% of the total occurrence data) [39].

We analyzed the distribution of the pollinators of 13 Brazilian crops (S1 Table), with different dependencies for animal pollination: essential for pollination (acerola, annatto, passion fruit); great dependency (avocado, guava, sunflower, tomato); modest dependency (coconut, coffee, cotton); and little dependency (bean, mandarin, persimmon) (dependencies according to [29]). The values of annual production (tons) per crop were retrieved from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) website per municipality (year 2013, except for acerola, for which the figures correspond to 2006).

To evaluate the impact of projected climate change on pollinators in the Brazilian municipalities that produce a particular crop, we merged all models obtained for all pollinator species for each crop considering current conditions and did the same considering future forecasts (the ensemble of the Had and MIROC scenarios). This procedure resulted in one model for the potential distribution of all pollinators under current conditions and one model for the future conditions for each crop. In the subsequent step, we subtracted the values of the future potential distribution (represented as the occurrence probability) from the current one, also per crop. This final model represents the potential shift in pollinator occurrence per pixel and expresses an index that varies from -1 (100% decrease in pollinator occurrence, i.e., no pollinator will occur in that particular pixel) to +1 (100% increase in pollinator occurrence, i.e., all pollinators will occur in that particular pixel).

In the first step, we aimed to evaluate the impact of projected climate change on pollinators considering all of the abovementioned crops. To this end, we calculated the average potential shift in pollinator occurrence for the whole country. Moreover, we calculated the number of municipalities where each crop is produced that will potentially face an increase or decrease in pollinator occurrence considering the following: i) the GDP (the monetary value of all of the finished goods and services produced within a country's borders in a specific time period) per municipality, ii) the percentage of that particular crop in the GDP per municipality, and iii) the population (number of inhabitants). The value of the GDP and the population per Brazilian municipality were also retrieved from the IBGE website (year 2013).

In the next step, the potential shift in pollinator occurrence was plotted for the Brazilian municipalities where the particular crop is produced. For this step, we standardized the final scale to vary from -1 (representing the highest value of production and the highest decrease in pollinator occurrence probability) to +1 (representing the highest value of production and the highest increase in pollinator occurrence probability) to facilitate the interpretation of the results.

All the procedures were performed using Postgres (The PostgreSQL Global Development Group) for database management, the ‘raster’ package [40] of R (the R Project for Statistical Computing), and QGIS (Open Source Geospatial Foundation Project).

Results

The resulting mean potential shift in the pollinator occurrence probability for all analyzed crops (13 crops) shows that projected climate change will likely affect pollinators differently in different regions of Brazil (Fig 1). A slight decline in the probability of pollinator occurrence could occur in most areas (Fig 1—yellow color). A larger decline could occur mostly in the southern areas (orange and red colors). However, some areas, especially in the northern region, will likely experience a small increase in the probability of pollinator occurrence (green color), indicating an increase in the suitability of these regions. Considering all 13 crops, an overall 0.13 (SD = 0.11) average decrease in the pollinator occurrence probability was found as well as a high percentage of municipalities (88%) that will potentially face a decrease in the pollinator occurrence probability, contrasting with a 12% increase (S3 Table).

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Fig 1. Mean potential shift in the pollinator occurrence probability related to projected climate change for 2050 in the Brazilian municipalities where the 13 analyzed crops are produced.

Values vary from -1 (decrease of 100% in pollinator occurrence probability; red to yellow) to +1 (increase of 100%; green to blue). Blank areas correspond to the municipalities where there is no production of the analyzed crops.

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.g001

Most municipalities will likely face a decline in the probability of pollinator occurrence and also have the lowest GDP (less than R$1bi) (Fig 2A). Few municipalities will potentially face an increase in probability, also presenting low values of GDP (Fig 2A). However, almost 400 municipalities with higher GDP values (between R$1bi and R$250bi) will face a decline in the probability of pollinator occurrence (Fig 2A). Moreover, for most of the municipalities that will likely experience a decline in pollinator occurrence, crop production represents 10% of the GDP; however, for others, crop production represents higher numbers (20% to 90% of the GDP) (Fig 2B). The percentage of crop production in the total GDP is also low (less than 10%) in the few municipalities that will likely face positive shifts (Fig 2B). A decline in the probability of pollinator occurrence also correlates with most of the municipalities with fewer than 50,000 inhabitants but also includes some municipalities with the highest number of inhabitants (6 million people) (Fig 2C). However, positive potential shifts were also found in small municipalities (fewer than 40,000 inhabitants) as well as some populous municipalities (2.4 million people).

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Fig 2.

A) Frequency of municipalities that will face potential negative and positive shifts in pollinator occurrence probability considering the gross domestic product (GDP); B) the percentage of the production of the analyzed crops in the total GDP (acerola was not included due to the lack of data); and C) population.

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.g002

The potential shift in pollinator occurrence probability related to projected climate change in each Brazilian municipality varies strongly, as does the pattern for the different crops (Fig 3). The decline in the occurrence probability of the pollinators for each crop varies from 2% (persimmon) to 25% (tomato) (Table 1A) and can potentially affect from 9% (for mandarin) to 100% (sunflower) of municipalities where each crop is produced (Table 1B). Most of the suitable future areas can be found in the northern areas, where almost all crops are produced (except sunflower and cotton). Some pollinators will also likely find potentially suitable areas in the southern areas of Brazil, where avocado, sunflower, tomato, bean, mandarin and persimmon are produced. However, most of the eastern region of Brazil, where many crops are currently produced, will likely experience a decrease in pollinator occurrence probability (except for persimmon). The areas where guava, tomato and coffee are produced will likely face the highest decrease in pollinators. Based on the shift in the pollinator occurrence probability and the crop production of each municipality, our results show that some municipalities with the highest value of production will potentially face important decreases in the pollinator occurrence probability (list of municipalities in S4 Table).

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Table 1. Shifts for each crop analyzed considering A) the decrease and B) the increase in the pollinator occurrence probability and the number of municipalities potentially affected (scientific name of each crop can be found in S1 Table).

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.t001

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Fig 3. Potential shift in the pollinator occurrence probability related to projected climate change for 2050 in the Brazilian municipalities where each crop is produced.

Values vary from -1 (decrease of 100% in pollinator occurrence probability; red to yellow) to +1 (increase of 100%; green to blue). Crops have different levels of dependence on animal pollination (according to Giannini et al. 2015b). The list of pollinators for each crop can be found in S1 Table.

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.g003

Discussion

Considering the importance of pollination in crop production, we investigated the potential impact of climate change on the distribution of pollinator bees for some Brazilian crops. We found that the pollinator occurrence probability will decrease in most of Brazil by the year 2050. The highest decrease will potentially be found in the southern areas. In contrast, some northern areas will show a slight increase in the occurrence probability of crop pollinators.

The predicted effect of climate change will potentially reduce the occurrence of pollinators in most of the municipalities with the lowest GDP. This finding has important implications since it is expected that the effects of climate change will also cause a decline in crop productivity independent of the pollination deficits [82] or, additionally, change the dependence of crops on pollinators due to heat wave increases, as already discussed [41]. These joint effects could bring additional reductions in agricultural income in already poor municipalities, reinforcing their socioeconomic vulnerability. Worryingly, the highest decline in the probability of pollinator occurrence is projected to occur in the majority of municipalities (4000 municipalities) in which crop production accounts for the lowest percentage of the total GDP (10%), allowing few possibilities for future agricultural expansion if those areas with currently low production face a future reduction in pollinators. These cities are mainly found in the central and southern areas of Brazil. Municipalities with the highest GDP will also face a reduction in the occurrence of pollinators. However, the socioeconomic impact will be lower since the GDP is not so highly dependent on crop production. Considering this scenario, it is important to delineate strategies aiming to reduce the deficit of crop pollination and, at the same time, enhance crop productivity, promoting a better income for crop producers and helping to minimize further losses of natural areas for agriculture [42].

When analyzing each crop separately, we found that guava, tomato, coffee and mandarin pollinators will potentially be the most affected by pollinator loss. Of these, guava and tomato are greatly dependent on pollinators and may be greatly affected. Specifically, considering the impact on the pollinators of tomato, our results are corroborated by a previous study that analyzed five pollinator species of tomato in Brazil, showing reductions of between 10 and 70% in their distributional range [43]. Although coffee is modestly dependent on pollinators, it is mostly produced in the southeastern region (the most affected region according to our scenario) with very high values of annual production and the second highest economic value of pollination in Brazil (almost US$ 2 billion/year) [11]. Mandarin has little dependence on pollinators but is also highly produced in the southern areas of Brazil. Therefore, pollinator loss for these crops may cause high economic and social impacts. Interestingly, new suitable areas for the production of the abovementioned crops may be found in the northern regions, and the feasibility of increasing their cultivation in these regions should be investigated. Particularly in western Amazonia (northern Brazil), there are continuous areas of natural habitats, and many crops are still collected in an extractive manner [4445] or produced on small farms. In contrast, in the southern region of Brazil, natural areas are fragmented and croplands are usually more extensive and homogeneous. Additionally, new habitat losses will likely continue to occur all over the country, and there is a debate in the literature regarding whether the necessity of expanding agricultural areas to compensate the decrease in crop yield due to climate change will increase [46], which could bring new challenges to pollinator protection. All of the abovementioned aspects are intricately associated and can affect agricultural production.

Future work should consider the impact of climate change on other aspects of Brazilian crop production, such as the reduction or deficiency in the availability of water for irrigation and possible phenology mismatches between flowering and pollinators. Moreover, the impact of climate change on the Brazilian crop itself should be taken into account since production is highly dependent on precipitation and temperature regimes. In addition, new studies could consider the effect of land use changes on agricultural areas in addition to climate. Moreover, climate change can potentially impact pollinator species in other ways, for example, changing the size of their populations, which could have additional impacts on Brazilian crop productivity. Another key factor is related to the quality of the data. More work is necessary to fill knowledge gaps about crops' effective pollinators and animal pollination dependence as well as data on annual crop production on Brazil. Notably, there are few data available about regional crops, whose production is often based on family farming and that are sources of income for the local economy.

Here, we propose a comprehensive methodology to analyze the impact of climate change on crop pollinators based on species distribution modeling that can be easily applied to other data, crops or regions. We show that climate change can affect pollinator species differently and that the relative impact on crop production needs to be considered when planning strategies that involve food production for medium- to long-term periods. Conservation strategies for crop pollinators are urgent and deepen the discussions about climate refuges and pollinator-friendly agricultural practices. Biodiversity data involving crop pollinators and production need to be gathered and shared to improve the accuracy of analyses that can ultimately be translated into effective strategies to guarantee the ecosystem services delivered by pollinator species.

Supporting information

S1 Table. Pollinator species of each agricultural crop analyzed.

Each crop presents different dependence for animal pollination (Giannini et al. 2015b). Pollinator species used here were previously considered as being effective, occasional or potential pollinators of each analyzed crop (Giannini et al. 2015a).

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.s001

(DOCX)

S2 Table. Data sources retrieved from speciesLink and GBIF website.

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.s002

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S3 Table. Shifts on pollinators’ occurrence probability for all crops analyzed (13 crops) considering A) the overall average of decrease in probability; B) the number and percentage of municipalities that will potentially face decrease or increase on pollinators’ occurrence probability (total number of municipalities analyzed equals to 4975).

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.s003

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S4 Table. Municipalities that will potentially face the highest negative shift on pollinators’ occurrence probability and that present the highest percentage of gross domestic product (GDP) associated to the analyzed crops.

We considered 25% of the highest values of negative shift on pollinators and, from those, the 15 municipalities that present the highest percentage of GDP associated to the analyzed crop. Acerola was not included due to the lack of data.

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0182274.s004

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Acknowledgments

We thank Rodolfo Jaffé for suggestions on the manuscript. The authors thank The National Council for Scientific and Technological Development (CNPq) (472702/2013-0) and the Research Center on Biodiversity and Computing (BioComp). The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

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Nova reserva ecológica na USP tem vegetação nativa da Mata Atlântica

Agência FAPESP – Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no dia 21 de junho, determina a preservação permanente da área localizada no Viveiro das Mudas da Rua do Matão, na Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, em São Paulo.

A área tem uma extensão de 10 hectares e é coberta com vegetação nativa da Mata Atlântica. A nova reserva expande ainda mais o percentual de áreas verdes preservadas da universidade – que já dedica mais de 30% de seus 7,6 mil hectares de território para a conservação.

Na mata dessas reservas podem ser encontradas mais de 368 espécies de plantas, dentre arbóreas-arbustivas, herbáceas e outras. Diversas espécies de aves também podem ser vistas na região, além de gambás e saguis.

Dentro das reservas estão trilhas, utilizadas para caminhada com fins de pesquisa e ensino, além de um lago artificial que concentra águas originárias de um afluente do rio Pinheiros

O anúncio da criação da nova reserva ecológica da Cidade Universitária ocorreu durante a Semana do Meio Ambiente, realizada entre os dias 5 e 9 de junho e marcada por atividades organizadas por diversas unidades da USP.

Aplicativo BioExplorer

Durante a Semana do Meio Ambiente também houve o lançamento oficial do aplicativo BioExplorer, inspirado no jogo Pokemon Go. O aplicativo usa realidade aumentada e nele os participantes capturam e colecionam animais e personagens do folclore brasileiro.

Sua primeira versão conta com quatro animais da Mata Atlântica: o lobo-guará, a capivara, o carcará e a onça-pintada, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador.

O projeto foi feito em conjunto com sete unidades da USP: a Escola Politécnica, o Instituto de Biociências, o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, a Escola de Comunicações e Artes, o Parque de Ciência e Tecnologia, o Centro de Práticas Esportivas da USP e a Superintendência de Gestão Ambiental.

As próximas versões do aplicativo contarão com mais animais e personagens folclóricos e, dependendo da recepção do BioExplorer, novos apps do gênero podem ser criados. O aplicativo é gratuito e está disponível para download e atualização nas lojas App Store e Google Play.

Mais informações: http://jornal.usp.br/institucional/cidade-universitaria-ganha-uma-nova-area-de-reserva-ecologica/

Introduction to Citizen Science: focus on biodiversity



Descrição

Na última década, projetos de Citizen Science (CS) têm ajudado a resolver a falta de dados para solução de diversos problemas da ciência e da sociedade, incluindo a construção de políticas de preservação da biodiversidade. Nesses projetos, cidadãos são engajados para voluntariamente estar na linha de frente da obtenção e análise de diversos tipos de dados: observações, fotos, amostras diversas, vídeos, sons, etc. Esse novo instrumento da ciência tem obtidos ótimos resultados em termos de quantidade de dados, velocidade de resposta, abrangência dos estudos, duração e custo, além de promover o engajamento da sociedade em ações práticas e efetivas ligadas à conservação da biodiversidade.
 
O curso Introdução a Citizen Science: foco em biodiversidade faz uma apresentação da história, evolução, organização e futuro dos projetos desta natureza, incluindo exercícios de campo.  O curso é gratuito e aberto para estudantes e profissionais interessados, de todas as áreas: biológicas, exatas e humanas. Para os alunos de pós-graduação, o curso será ministrado no âmbito da disciplina PCS5026 - Tópicos Especiais em Informática para Biodiversidade e será possível inscrever-se para obter créditos.
 
Informações Importantes
  • O curso será ministrado em Inglês (sem tradução simultânea)
  • As aulas serão transmitidas ao vivo pela IPTV da USP (o link será publicado neste site)
  • Não é exigida experiência prévia, habilidades específicas ou pré-requisitos de disciplinas
  • Local: Escola Politécnica da USP
  • Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, número 158 – Cidade Universitária, Butantã, São Paulo - SP, 05508-010


Avaliação

Os alunos regularmente matriculados na disciplina de Pós-Graduação serão avaliados pela participação nas atividades de campo e nos exercícios propostos.

Tópicos
 dia hora  tópicos  horas 
1 27 Abril 09:00 - 10:00  Class Introductions  1
2 27 Abril 10:00 - 11:00  History of CS  1
3 27 Abril 11:00 - 12:00  Scope of CS (new instrument of Science)  1
4 27 Abril 14:00 - 18:00  Bioblitz 1 (Instituto Butantã)  4
5 28 Abril 09:00 - 10:00  Use of CS in Biodiversity  2
6 28 Abril 11:00 - 12:00  14:00 - 16:00  Biodiversity Projects in CS  3
7 04 Maio 09:00 - 12:00  Organizational structure of CS projects  3
8 04 Maio 14:00 - 18:00  Bioblitz 2 (Instituto Butantã)  4
9 05 Maio 09:00 - 12:00  Data life cycle in CS  3
10 05 Maio 14:00 - 16:00  Final remarks and course conclusion  3
         25


Exercícios

 #  dia tipo  exercício  horas 
 atividade extra-classe Previous readings (2 papers) 
4 27 Abril atividade de classe Save data in an app (iNaturalist and eBird)  4
7 04 May atividade extra-classe Creating own project and propose org organizational model 2
8 04 May atividade de classe  Save data in an app (iNaturalist and eBird) 4
9 05 May atividade de classe Create reports for data collected in the Bioblitz 2

 

Atividades de Campo (Bioblitz)
 
Bioblitz é uma atividade de campo onde podem ser desenvolvidas habilidades de identificação e registro da vida selvagem. Os participantes do curso introdutório de Citizen Science realizarão duas Bioblitz no Parque do Instituto Butantan. O parque conta com 60 hectares de áreas verdes e com uma lista de aves que já ultrapassa as 110 espécies, mas que cresce a cada dia, além de uma fauna e flora diversas.
 
O objetivo é trazer aos alunos a experiência de campo de um projeto de Citizen Science e também apresentar duas ferramentas de captura de dados de biodiversidade: o iNaturalist e o eBird. Como parte de uma atividade integrada, os dados coletados nestas Bioblitz serão manipulados para criação de relatórios sobre a biodiversidade local.
 
A atividade será dividida em 2 etapas. Na primeira etapa, logo no início do curso, os alunos serão convidados a coletar dados sem uma preparação prévia, para serem apresentados à esta nova experiência. Na segunda e última visita, os alunos, irão à campo com o conhecimento adquirido em sala de aula e com os objetivos do seu próprio projeto de Citizen Science.
 
 
Bioblitz Parte I
 
Bioblitz Parte II

Quinta-Feira, 27 de Abril (14:00 - 18h00) 

Quinta-Feira, 04 de Maio (14:00 - 18h00)

 

Materiais do Curso
 

The Rightful Place of Science: Citizen Science - (fazer download aqui)

 

Programa de Pós-Graduação do Instituto de Biociências da USP - Departamento de Genética e Biologia Evolutiva

Disciplina: BIO 5759 – IDENTIFICAÇÃO DE PADRÕES EM DADOS BIOLÓGICOS UTILIZANDO MÉTRICAS DE ANÁLISE DE REDES SOCIAIS

Professores Responsáveis: Dras. Cristina Yumi Miyaki, Juliana Saragiotto Silva e Tatiana Teixeira Torres

Data: 23 a 27/01/17

Horário:  9h às 12h e das 14h às 18h

Local: IB/USP (Torres Lab)

Créditos:  2                                

Objetivo: Apresentar e discutir as métricas de Análise de Redes Sociais como um recurso de apoio aos estudos com Redes de Interação/Coocorrência biológicas. Capacitar o aluno na identificação de padrões de agrupamento e correlações em dados biológicos, por meio da utilização de uma metodologia para aplicação de métricas de Análise de Redes Sociais em biodiversidade.

Informações:

# Secretaria de Pós-Graduação do IB: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

# Profs. Resps.: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ;

Voos coletivos

Interação entre pesquisadores acadêmicos e observadores de aves fortalece a produção científica

CARLOS FIORAVANTI | ED. 245 | JULHO 2016

 

 EDUARDO CESAR

Aves urbanas: caminhada na mata do Instituto Butantan

Aves urbanas: caminhada na mata do Instituto Butantan

A colaboração entre pesquisadores acadêmicos e não acadêmicos no estudo da distribuição geográfica de aves no Brasil tem sido profícua. A partir do WikiAves, uma base com registros de quase todas as espécies brasileiras conhecidas e 1,6 milhão de fotos, tiradas por 24 mil usuários, biólogos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) verificaram que cinco espécies de pássaros do gênero Drymophila, conhecidas como choquinhas, ganharam espaço na Mata Atlântica litorânea. De acordo com os registros de observadores de aves, uma das espécies, D. squamata, vive hoje em uma área de 283 mil quilômetros quadrados maior à que havia sido registrada antes pela equipe da PUC em consultas a museus e artigos científicos publicados nos últimos 100 anos.

“Os observadores de aves podem ajudar muito a pesquisa científica, porque fazem registros de espécies ou de comportamentos em lugares onde os pesquisadores ligados à universidade nunca estiveram ou dificilmente estarão”, diz o biólogo Henrique Rajão, responsável pelos levantamentos sobre a Drymophila. Ele e a bióloga Érica Santos estão agora escrevendo um artigo científico contando sobre a ampliação do espaço ocupado pelas aves desse gênero, que não passam de 14 centímetros de comprimento e podem ter penas ruivas ou vermelhas, de acordo com a espécie.

© LUCIANO LIMA / ACERVO BUTANTAN

Saí-azul

Saí-azul

Rajão interage com observadores de aves desvinculados de instituições acadêmicas desde fevereiro de 2002. Foi quando o presidente da Associação de Amigos do Jardim Botânico do Rio do Janeiro perguntou se ele poderia guiar um grupo de visitantes em um passeio de observação, porque um dos sócios havia doado 12 binóculos e ninguém sabia usá-los corretamente. Sentindo-se aviltado, Rajão alegou que não era guia, mas cientista, nessa época fazendo o doutorado em genética de aves. Mas, mesmo a contragosto, aceitou o convite e observou o encantamento do grupo de cerca de 20 moradores do Rio que pela primeira vez viam um tucano, um beija-flor-de-fronte-violeta ou um pica-pau enquanto caminhavam pela mata de 137 hectares do Jardim Botânico, anexa à Floresta da Tijuca. Rajão gostou da experiência a ponto de conduzir os passeios seguintes, realizados no último sábado de cada mês, de modo contínuo, há 14 anos. Inspirados nessa experiência, biólogos do Instituto Butantan criaram o Observatório de Aves e desde 2014 organizam passeios mensais com dezenas de pessoas que igualmente se deslumbram com pica-paus, carcarás, sabiás-brancos, pula-pulas e outras aves da mata de 60 hectares do instituto paulista. Atualmente, além das atividades de educação e divulgação científica, o Observatório faz um monitoramento de longo prazo de populações de espécies silvestres e pesquisas sobre ecologia, história natural e vigilância epidemiológica, por meio da coleta e análise de microrganismos encontrados em aves.

Reconhecimento 
Na manhã de 22 de maio, último dia do Avistar, um congresso de observadores de aves realizado no Butantan, Rajão expôs sua admiração pelo trabalho de especialistas não acadêmicos ao apresentar os artigos científicos escritos pelo médico Roberto Stenzel e pelo dentista Pythagoras Souza sobre, por exemplo, os hábitos reprodutivos do cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melonops), que os ornitólogos ainda não haviam descrito. Embora não seja a regra, pesquisadores não acadêmicos conquistam respeito dos acadêmicos também em outras áreas, como o desembargador Elton Leme, que se tornou um especialista em bromélias e assina artigos científicos ao lado de botânicos profissionais (ver reportagem).

“Precisamos de mais colaboradores”, disse várias vezes o biólogo Pedro Develey, diretor-executivo da organização não governamental Save/BirdLife, durante o Avistar. “Somente os ornitólogos não vão dar conta de mapear a biodiversidade do Brasil.” Dez dias antes, no computador de seu escritório, Develey havia observado mais uma vez com inquietação um mapa animado mostrando o deslocamento de 118 espécies de aves migratórias do norte ao sul das Américas. O mapa foi produzido na Universidade Cornell, Estados Unidos, a partir de milhões de registros obtidos de 2002 a 2011 e publicado em janeiro de 2016 no site do laboratório de ornitologia da instituiçãoNesse mapa, o território brasileiro aparece praticamente vazio, sem registro de batuíras, piru-pirus, maçaricos, pernilongos, maçaricos-de-bico-torto, narcejas, pisa-n’água e outras espécies de aves migratórias que passam pelo Brasil.

© LUCIANO LIMA / ACERVO BUTANTAN

Tiê-preto

Tiê-preto

A prioridade agora são os maçaricos, grupo de aves com 15 centímetros de comprimento e peso de 100 a 200 gramas, com cinco espécies ameaçadas de extinção. Todos os anos, milhares de representantes desse grupo se reproduzem no Ártico ou no Canadá. Quando chega o inverno, partem para uma viagem de 6 mil quilômetros rumo ao Sul. Param, descansam e se alimentam, principalmente no litoral do Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul. Depois seguem até a Argentina, de onde partem no início do inverno rumo ao Norte. Segundo Juliana de Almeida, gerente de projetos da Save/BirdLife, por causa da perda de lugares de descanso e alimentação, no Brasil e em outros países, uma das espécies desse grupo, o maçarico-de-papo-vermelho (Calidris canutus), está ameaçada de extinção.

“Todos podem participar do processo de entender o que está acontecendo com as aves no mundo”, reforçou John Fitzpatrick, diretor do laboratório de ornitologia de Cornell. Nos Estados Unidos, cerca de 50 milhões de pessoas se dedicam à observação de aves. “Somos um exército”, disse Fitzpatrick. Desde 1997, o grupo de Cornell publicou mais de 60 artigos científicos fundamentados em registros feitos por observadores de aves não acadêmicos, uma forma de colaboração que ganha força nos Estados Unidos. Em janeiro de 2016, o governo federal reconheceu o valor dos colaboradores não acadêmicos e distribuiu um conjunto de orientações para os órgãos públicos aproveitarem mais a participação dos cidadãos como parte de suas estratégias de inovação. Um comunicado de abril da União Geofísica Americana incentiva a participação da população: “Viu um deslizamento, sentiu um tremor de terra ou observou os primeiros brotos da primavera? Pegue seu celular e envie um registro”.

Em uma experiência similar, em 2015, por meio de cartazes de “procura-se”, pesquisadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul lançaram uma campanha para encontrar uma espécie invasora de abelha, a mamangava-de-cauda-branca (Bombus terrestris), que já se espalhara pela Argentina e avançava rumo ao Uruguai. Sua chegada, provavelmente pelo sul do Brasil, poderia prejudicar a agricultura e as espécies nativas de abelhas. Em um ano e meio, desde que lançou a campanha, o biólogo André Luis Acosta, pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Universidade de São Paulo (USP), recebeu cerca de 100 fotos sobre potenciais avistamentos da abelha procurada, mas nenhuma era a espécie procurada. “Como a campanha continua”, diz ele, “a qualquer momento poderemos identificar o momento de sua chegada ao país e tomar as medidas necessárias para reduzir seu impacto na agricultura”. Esse recurso já foi utilizado outras vezes. No início do século XX, o médico Vital Brazil, primeiro diretor do Butantan, incentivava os moradores das fazendas do interior paulista a enviar para o instituto serpentes que encontravam, devidamente acondicionadas em caixas que ele enviava por meio dos trens da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, e em troca remetia soros antiofídicos, também pela ferrovia e sem custos.

© ANDRÉ LUIS ACOSTA / USP

A mamangava-de-cauda-branca: provável entrada pelo sul do país

A mamangava-de-cauda-branca: provável entrada pelo sul do país

WikiAves e eBird
Os 40 mil observadores de aves não acadêmicos e cerca de 500 ornitólogos ligados a instituições formais de pesquisa acadêmica podem registrar em duas bases de dados as informações sobre as espécies que veem pelo Brasil. A primeira é a WikiAves, criada em 2008 e mantida pelo analista de sistemas e observador de aves Reinaldo Guedes. De alcance nacional, a WikiAves contém registros de 1.860 das 1.916 espécies brasileiras conhecidas. A segunda base é o eBird, criado na Universidade Cornell e de abrangência mundial. A versão em português, criada e mantida em parceria com o Observatório de Aves do Instituto Butantan, a PUC-Rio e Save Brasil, está em funcionamento desde o ano passado e reúne cerca de 1.200 usuários no Brasil, bem menos que os 24 mil da outra base.

As duas bases são abertas a qualquer interessado, geram informações que dimensionam a riqueza biológica de cada lugar, são acompanhadas por monitores voluntários e podem ser acessadas e manipuladas por meio do celular. Enquanto a WikiAves valoriza as fotos e seus autores, o eBird enfatiza o número de exemplares de cada espécie observada, o que permite calcular a variação do tamanho das populações e fazer estudos de migrações pelas Américas.

Os ornitólogos reconhecem a qualidade da informação e a importância das bases de dados construídas por não acadêmicos, mas se inquietam diante de uma característica da WikiAves que limita os estudos acadêmicos: essa base indica apenas os municípios, que são imensos na região Norte, e não o lugar exato de cada registro. Além disso, os observadores de aves nem sempre registram informações com o rigor e a precisão desejados pelos ornitólogos de instituições formais de pesquisa. Para assegurar a qualidade das informações, biólogos dos Estados Unidos e do Canadá, no editorial da edição de junho da Conservation Biology, propõem que a interação e o treinamento dos colaboradores não acadêmicos na coleta de informações sejam intensificados.

© WAGNER NOGUEIRA

Rolinha-do-planalto: reencontrada após 75 anos

Rolinha-do-planalto: reencontrada após 75 anos

“Os eventuais erros tendem a desaparecer diante do volume de informações”, ressalvou Mario Cohn-Haft, ornitólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus. “Há também erros coletivos, como os de identificação de espécies, que se propagam, mas podem ser rastreados e corrigidos.” Em consideração aos observadores de aves, Cohn-Haft apresentou no Avistar, na forma de filmes curtos e gravações de sons de aves, os primeiros resultados de uma expedição científica coordenada por ele à serra da Mocidade, em Roraima. Realizada em janeiro e fevereiro de 2016, com quase 70 participantes, a viagem resultou na identificação de 40 possíveis novas espécies de animais e plantas e deve ser apresentada em um documentário a ser lançado no segundo semestre deste ano.

Foi também no Avistar que o biólogo Rafael Bessa anunciou a redescoberta da rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis). Descoberta em 1823, essa espécie, com olhos azuis e cabeça com penugem marrom, peito acobreado e asas marrom e esverdeadas com manchas azuis, foi vista pela última vez em 1941 no Cerrado do sul de Goiás, e ele a reencontrou em julho de 2015 no interior de Minas Gerais. Bessa postou uma foto da rolinha-do-planalto na WikiAves, mas sem revelar o lugar exato para impedir uma corrida de observadores ou caçadores de aves, até que seja implantado o plano de preservação de uma área particular de Cerrado com 400 hectares em que 12 exemplares dessa espécie já foram vistos desde 2015.

 

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Artigo científico
LUKYANENKO, R. et alEmerging problems of data quality in citizen scienceConservation Biology, v. 30, n. 3, p. 447–9, 2016.

Chips ajudam a monitorar árvores e podem evitar riscos de queda

O manejo e o gerenciamento de árvores nas cidades brasileiras ainda são um assunto problemático. A grande variedade de espécies, o plantio de forma inadequada, o envelhecimento e outras adversidades acabam provocando acidentes, como a queda abrupta de alguns espécimes, o que pode trazer consequências trágicas. De acordo com o site da prefeitura da cidade de São Paulo, de 1º de janeiro a 30 de abril deste ano, foram registradas 1.273 quedas de árvores na capital paulista.

Para  fornecer aos gestores ambientais um recurso ágil para monitorar essas condições, o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveu um projeto piloto para analisar as árvores da Cidade Universitária, em São Paulo.

O sistema é composto por um chip comprado pronto e instalado dentro de um tipo de prego (feito de plástico de engenharia, mais resistente e durável). Esse prego é implantado em lugar de fácil acesso nas árvores. “É como se cada árvore possuísse um ‘RG’, o chip armazena todas as informações sobre ela — espécie, idade, doenças, inclinação, geolocalização, latitude, longitude etc., obtidas a partir de um banco de dados preexistente”, explica Carlos Eduardo Cugnasca, professor da Poli e coordenador do projeto.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O prego plástico facilita o implante do chip na árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

A leitura dos dados contidos no chip é feita por um celular smartphone com sistema operacional Android, que tenha um aplicativo leitor da tecnologia Near Field Comunication (NFC), comunicação de pequena distância, em português. Basta aproximar fisicamente o celular do prego com o chip que o aplicativo fornece as informações sobre a árvore.

Chamado de Inventário Ambiental na Cidade Universitária, o projeto piloto é uma parceria com a Prefeitura do Campus da USP da Capital (PUSP-C) e incluiu a instalação de chips em cerca de 200 árvores do campus.

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Proporção do prego em relação à árvore – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Todo esse processo começou há quase três anos. Entretanto, por conta da crise financeira na USP e das mudanças e reorganização na gestão da prefeitura do campus, o projeto não está andando com a velocidade desejada, mas a ideia é que ele se aprimore ainda mais. “Por enquanto, o acompanhamento das árvores está suspenso, mas se está buscando fontes de financiamento para a continuidade das pesquisas”, ressalta Cugnasca.

Quando implantado o monitoramento, “a prefeitura do campus poderá fazer um planejamento inteligente, pois é possível saber quando deve ser feita a próxima poda, que tipo e quando foi feita alguma intervenção”, conta o professor da Poli.

De acordo com Cugnasca, o projeto piloto pode ser ampliado com a colocação de chips nas árvores da reserva de Mata Atlântica presente no campus da Cidade Universitária.

A ideia é que as escolas realizem trilhas ambientais em que o professor/tutor poderá usar o smartphone para identificar rapidamente a árvore e adquirir toda uma ficha técnica que pode acrescentar o conteúdo passado para os alunos. “Tudo vai depender dos resultados obtidos nas árvores já em análise”, observa o professor.

Tecnologia do futuro

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Tecnologia simples e barata ajuda a planejar o manejo das árvores na Cidade Universitária – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A implantação dos chips nas árvores da Cidade Universitária é um projeto experimental e está inserido no conceito de Cidades Inteligentes, que visa ao uso de tecnologias diversas e da internet para o desenvolvimento sustentável. Baseia-se também no conceito de Internet das Coisas, uma revolução tecnológica que propõe a ligação de todos os objetos do dia a dia à rede mundial de computadores.

Cugnasca afirma que essa tecnologia já vem sendo usada no exterior e com muito êxito. “Em Paris, por exemplo, colocam o chip em todas as árvores da cidade, possibilitando uma forma mais racional de tratar essa questão, pois consideram a árvore como um ser vivo, que é plantado, se desenvolve, cresce, dura um certo período de vida e morre como qualquer outro ser. Só que antes da planta morrer, a substituem por outra. Quando a árvore já está ficando velha é transplantada antes de causar problemas. Há sempre uma renovação e nunca as árvores caem, assim não causam problemas e se mantém na cidade a quantidade arbórea desejada”, afirma.

Outras aplicações

 

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pedaço de um dormente de trilho da CPTM onde será inserido um chip – Foto: Marcos Santos/USP Imagen 

O professor da Poli lembra que essa tecnologia tem inúmeras aplicações, como, por exemplo, o uso do chip para monitorar os dormentes de uma linha de trem para controle da durabilidade, do estoque, estatística de desgaste, acompanhamento do descarte, entre outras finalidades.

É o caso de um projeto que está sendo realizado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com o apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da Poli. As instituições estão desenvolvendo um estudo para avaliar qual chip é mais adequado, qual o local a ser implantado no dormente, “pois este recebe carga muito pesada, não podendo ser instalado em qualquer parte da madeira”, explica Cugnasca.

A segunda fase, ainda sem precisão de início, consiste em modificar o sistema de informações da CPTM para que, quando esta receber um lote de dormentes, os leitores passem automaticamente informações para o banco de dados da empresa, facilitando a localização do objeto com rapidez como também dando baixa no estoque.

Com informações de Ingrid Luisa, do Jornalismo Júnior da ECA, para a Assessoria de Imprensa da Poli

 

Fonte: http://jornal.usp.br/universidade/chips-ajudam-monitorar-arvores-e-podem-evitar-riscos-de-queda/

II Workshop sobre ferramentas computacionais para estudos palinológicos

Programação:
Quarta-feira (27/04/2016) - Aberto ao público
 
8:00h Recepção e inscrição de pesquisadores e ouvintes.
9:00h Abertura - Apresentação da Rede de Catálogos Polínicos online - RCPol (Dra. Cláudia Inês da Silva, Universidade de São Paulo - IB/USP)
 
9:30-12:00h Palestras - Moderadora: Dra. Soraia Girardi Bauermann, Universidade Luterana do Brasil - ULBRA
9:30h Estado da Arte das palinotecas na América Latina (Dra. Maria de las Mercedes di Pasquo Lartigue, CICYTTP-CONICET)
10:00h Pausa para um café
10:30h Paleopalinology through time (Dra. Marie-Pierre Ledru, Institut de recherche pour le développement)
11:00h Vegetation and climate dynamics in Brazil during the late Quaternary (Dr. Hermann Behling, Georg-August-Universität Göttingen)
11:30h Discussão
 
12:00-14:00h Pausa para o almoço
 14:00h Pólen e taxonomia de plantas em perspectiva (Dr. Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS)
14:30h Palinologia Forense no IGc/USP: novo paradigma e novas metodologias (Dr. Paulo Eduardo de Oliveira, Universidade de São Paulo - IGc/USP)
15:00h Análise polínica como ferramenta para estudos em ecologia: a trajetória do Laboratório de Abelhas-IBUSP (Dra. Astrid de Matos Peixoto Kleinert, Universidade de São Paulo - IB/USP)
 
15:30h Pausa para um café 
16:00h Polinização e Conservação de Polinizadores no Âmbito Global (Dra. Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Universidade de São Paulo - IB/USP)
16:30h Estado da arte da palinologia no Laboratório Álvaro Xavier Moreira-Museu Nacional/UFRJ (Dra. Vânia Gonçalves Lourenço Esteves, Museu Nacional do Rio de Janeiro - MN/UFRJ)
17:00h Base de Dados Computacionais e Biodiversidade (Dr. Antonio Mauro Saraiva, Universidade de São Paulo - EP/USP)
 
17:30h Encerramento - Apresentação do Bee Care Bayer (Cláudia Quaglierini, Bee Care Bayer)
 
Local: Escola Politécnica da USP, Prédio do Biênio - Anfiteatros do Cirquinho - Bloco A - sala A1-06 (manhã), sala A1-05 (tarde)
Endereço: Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº 128, Cidade Universitária - São Paulo - SP - Brasil
 
Quinta-feira (28/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Apresentação do site, apresentação da ferramenta computacional de identificação de espécies, avaliação dos protocolos, treinamento para organização e inserção de dados na RCPol.
Local: Bayer, Prédio 301 - Térreo - Sala de Treinamentos
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 1
 
Sexta-feira (29/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Estruturação da parte operacional da RCPol; Preparação do Estatuto da RCPol, definição de qualidade de dados, escolha dos membros dos Conselhos Técnico e Científico da RCPol.
Local: Bayer, Prédio 104 - Térreo - Salas Diamante e Esmeralda
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 
 
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Programação:
Quarta-feira (27/04/2016) - Aberto ao público
8:00h Recepção e inscrição de pesquisadores e ouvintes.
9:00h Abertura - Apresentação da Rede de Catálogos Polínicos online - RCPol (Dra. Cláudia Inês da Silva, Universidade de São Paulo - IB/USP)
9:30-12:00h Palestras -
Moderadora: Dra. Soraia Girardi Bauermann, Universidade Luterana do Brasil - ULBRA
9:30h Estado da Arte das palinotecas na América Latina (Dra. Maria de las Mercedes di Pasquo Lartigue, CICYTTP-CONICET)
10:00h Pausa para um café
10:30h Paleopalinology through time (Dra. Marie-Pierre Ledru, Institut de recherche pour le développement)
11:00h Vegetation and climate dynamics in Brazil during the late Quaternary (Dr. Hermann Behling, Georg-August-Universität Göttingen)
11:30h Discussão
12:00-14:00h Pausa para o almoço
14:00h Pólen e taxonomia de plantas em perspectiva (Dr. Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS)
14:30h Palinologia Forense no IGc/USP: novo paradigma e novas metodologias (Dr. Paulo Eduardo de Oliveira, Universidade de São Paulo - IGc/USP)
15:00h Análise polínica como ferramenta para estudos em ecologia: a trajetória do Laboratório de Abelhas-IBUSP (Dra. Astrid de Matos Peixoto Kleinert, Universidade de São Paulo - IB/USP)
15:30 Pausa para um café
16:00h Polinização e Conservação de Polinizadores no Âmbito Global (Dra. Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, Universidade de São Paulo - IB/USP)
16:30h Estado da arte da palinologia no Laboratório Álvaro Xavier Moreira-Museu Nacional/UFRJ (Dra. Vânia Gonçalves Lourenço Esteves, Museu Nacional do Rio de Janeiro - MN/UFRJ)
17:00h Base de Dados Computacionais e Biodiversidade (Dr. Antonio Mauro Saraiva, Universidade de São Paulo - EP/USP)
17:30h Encerramento - Apresentação do Bee Care Bayer (Cláudia Quaglierini, Bee Care Bayer)
Local: Escola Politécnica da USP, Prédio do Biênio - Anfiteatros do Cirquinho - Bloco A - sala A1-06 (manhã), sala A1-05 (tarde)
Endereço: Av. Prof. Almeida Prado, travessa 2, nº 128, Cidade Universitária - São Paulo - SP - Brasil
Quinta-feira (28/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Apresentação do site, apresentação da ferramenta computacional de identificação de espécies, avaliação dos protocolos, treinamento para organização e inserção de dados na RCPol.
Local: Bayer, Prédio 301 - Térreo - Sala de Treinamentos
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 1
Sexta-feira (29/04/2016) - Restrito aos colaboradores da RCPol
Estruturação da parte operacional da RCPol; Preparação do Estatuto da RCPol, definição de qualidade de dados, escolha dos membros dos Conselhos Técnico e Científico da RCPol.
Local: Bayer, Prédio 104 - Térreo - Salas Diamante e Esmeralda
Endereço: Rua Domingos Jorge, 1.100 – Portaria 

Estudo do Prof. Saraiva-PCS, publicado na Revista Science, comprova que o maior número de polinizadores em pequenas propriedades aumenta produção agrícola

Promover a biodiversidade pode ser um caminho sustentável para ampliar a oferta de alimentos no mundo, principalmente a produção vinda de pequenos agricultores. Um estudo publicado hoje, 22 de janeiro, na revista Science, comprova que a diferença de produtividade entre pequenas áreas agrícolas com baixa e alta produção poderia ser melhorada 24%, em média, somente com o aumento do número de visitantes florais (polinizadores). Em grandes propriedades, para a melhora ocorrer, deve-se diversificar também as espécies desses visitantes. O estudo contou com a participação de pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) em Biodiversidade e Computação (BioComp), sediado na USP.

Os polinizadores são os “responsáveis” por levar o pólen de uma flor para a outra para que ocorra a fecundação da planta. Eles podem ser de variados tipos, desde animais até mesmo o vento. No entanto, a maioria e os mais frequentes são os insetos, principalmente as abelhas.

Preservação de polinizadores, como as abelhas, é importante para produção agrícola

Os pesquisadores do NAP BioComp organizaram o banco de dados resultante da coleta de informações nas propriedades rurais. Foram analisados 344 campos de 33 diferentes sistemas de produção de culturas dependentes de polinizadores em pequenas e grandes propriedades na Ásia, África e América Latina. Essas culturas englobam algodão, canola, caju, maçã, melão, tomate, café, manga, pepino, nabo, framboesa, girassol, cardamomo, entre outros.

“Algumas espécies de plantas necessitam da presença do polinizador para que o fruto e a semente sejam formados. Se você não tiver o polinizador, a planta não gera o fruto ou o gera, mas com uma eficiência muito menor, então, essas plantas são chamadas de dependentes de polinizador”, explica Antonio Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, coordenador do NAP BioCamp e um dos autores do estudo.

Por isso, a quantidade de visitas do polinizador à planta reflete na produtividade. No estudo, os pesquisadores identificaram a relação entre o aumento da produção nas pequenas propriedades agrícolas (aquelas com até 2 hectares) por causa da densidade de visitantes. Para as áreas maiores, apenas a quantidade de visitantes florais não aumentou a produtividade, mas sim a diversificação das espécies visitantes.

“Quando temos propriedades maiores, é comum a presença de polinizadores com longo alcance de voo que, em geral, não são específicos de uma planta. Esses polinizadores podem visitar várias plantas numa área maior. Por isso, para aumentar os visitantes florais em grandes áreas, é preciso diversificar as espécies para provocar o aumento da visitação na mesma planta”, informa o professor.

Segurança alimentar
O estudo alerta que muitos sistemas de produção agrícola têm negligenciado a importância do polinizador. “Há um estímulo para práticas de manejo da produção relacionadas principalmente ao solo, mas praticamente se esquece da importância da polinização. E a pesquisa comprova que, somente com o aumento dos polinizadores, temos um incremento de 24% na produção das pequenas propriedades”, destaca Saraiva.

A produtividade dos pequenos agricultores tem um impacto direto na questão da segurança alimentar. A pesquisa publicada na Science indica que há mais de 2 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento dependentes da produção de alimentos vindas das pequenas propriedades.

O professor Saraiva lembra ainda para os cuidados com a preservação dos polinizadores, que em sua maioria são as abelhas. Estudos apontam para a relação entre o desaparecimento delas e o uso indiscriminado de agrotóxicos.

“Como os polinizadores estão sendo ameaçados, é preciso rever essa tendência, sugestões para isso seriam plantios de faixas com plantas com flores para que os polinizadores possam se alimentar em épocas em que a cultura em si não tem flor; uso mais adequado dos pesticidas em períodos quando há menos polinizadores; restaurar áreas naturais nas redondezas das culturas porque elas servem de abrigo e alimento para os polinizadores quando as culturas não estão com flores.”

Estudo
O artigo Mutually beneficial pollinator diversity and crop yield outcomes in small and large farms publicado na Science é resultado de um trabalho desenvolvido por pesquisadores de 18 países, com base em dados de culturas de 12 nações (Argentina, Brasil, Colômbia, África do Sul, Gana, Quênia, China, Índia, Indonésia, Nepal, Paquistão e Noruega).

O ponto de partida foi um projeto de pesquisa desenvolvido entre 2010 e 2014. Chamado de “Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica”, ele contou com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF) e foi executado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A proposta foi estudar a polinização em culturas de cada um dos 12 países.

No Brasil, o projeto teve como ponto focal o Ministério do Meio Ambiente e teve a participação de diversas instituições de pesquisa. No site Polinizadores do Brasil, há mais informações sobre a participação brasileira.

Por Hérika Dias -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Foto: Wikimedia Commons/Andreas Trepte

Convite - Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data

O Nucleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da USP, BioComp, em conjunto com a FAPESP, o Global Biodiversity Information Facility, GBIF, e o Biodiversity Information Standards, TDWG, realizarão o evento Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data.

O evento visa definir um modelo conceitual comum para se lidar com a qualidade de dados em biodiversidade, e conta com a presença de pesquisadores de vários países (EUA, Dinamarca,Canadá, França, Australia, Mexico, Espanha, Colombia, além do Brasil).

Constará de um dia aberto ao público (http://www.fapesp.br/10043) e três dias de oficinas na USP.

Convido a todos a participarem e se inscreverem no site da FAPESP para o dia aberto ao público (dia 8/3).

Biodiversity Data Quality Symposium: Developing a Common Framework to Improve Fitness for Use of Biodiversity Data

INVITATION

The São Paulo Research Foundation, FAPESP, within the scope of the BIOTA-FAPESP Program, and the Research Center on Biodiversity and Computing, of the University of São Paulo (BioComp-USP), invite to the

March, 8th, 2016
8h30 to 17h00
FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa – São Paulo

Experts who are working with the Global Biodiversity Information Facility (GBIF) and the Biodiversity Information Standards (TDWG) will discuss the latest on the development of a common conceptual foundation for biodiversity data quality (DQ). Practical aspects, including the identification of DQ requirements for species distribution modeling and for agrobiodiversity, and the development of a catalog of DQ tools and services will also be discussed. It is an excellent opportunity for researchers and students those involved with biodiversity data to learn about the latest findings of the group and to get involved.

Updated Information: www.fapesp.br/eventos/gbif

Register your interest in attending the event: www.fapesp.br/eventos/gbif/interest

Official language: English (Simultaneous translation will not be provided)

Program

8h30

Registration

9h00

Opening Session / Introduction and Program Overview
Carlos Alfredo Joly, BIOTA – FAPESP Program coordinator
Antonio Mauro Saraiva, Research Center on Biodiversity and Computing (BioComp)/Poli/USP, Brazil

9h30

An Overview on Biodiversity Data Quality
Arthur D. Chapman, Australian Biodiversity Information Services, Australia

10h10

GBIF Initiatives on Data Quality
Dmitry Schigel, Global Biodiversity Information Facility (GBIF), Denmark

10h30

GBIF.org and Access to Data
Christian Gendreau, Global Biodiversity Information Facility (GBIF), Denmark

10h50

A Conceptual Framework for Data Quality
Allan Koch Veiga, BioComp/Poli/USP, Brazil

11h30

Q+A

12h00

Lunch (restaurants around FAPESP)

14h00

Data Quality: Tools and Services
Lee Belbin, The Atlas of Living Australia/Blatant Fabrications, Australia

14h20

Capturing Data Quality Use Cases
Miles Nicholls, The Atlas of Living Australia/CSIRO, Australia

14h40

Data Needs and Challenges for Current and Future Niche and Distribution Modeling
Enrique Martínez Meyer, Institute of Biology, Universidad Nacional Autónoma de México

15h00

Coffee break

15h20

A Shift from Quantity to Quality in Primary Biodiversity Data
Jorge M. Lobo, National Museum of Natural Sciences, Spain

15h40

GBIF Data Fitness for Use in Agrobiodiversity: Results of the Experts’ Consultation and Recommendations of the Task Group
Elizabeth Arnaud, Bioversity International, France

16h00

Data Quality Requirements for Agrobiodiversity: Case of Crop Wild Relatives
Nora Patricia Castañeda Álvarez, International Center for Tropical Agriculture (CIAT), Colombia

16h20

SOLVE_WITH_MORE_DATA and other Lessons from Biodiversity Data Quality Initiatives at the Museum of Comparative Zoology
Paul J. Morris, Museum of Comparative Zoology, Harvard University, USA

16h40

Q+A / Conclusions

17h00

Closing Session

Support by:

Biota BioComp GBIF TDWG

Event free of charge / Limited registration
Information: (11) 3838-4362 / O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

Parking suggestions: Pio Park - Rua Pio XI, 1320 | Tonimar - Rua Jorge Americano, 89

Fonte: http://www.fapesp.br/eventos/gbif

Ampliar densidade de polinizadores aumenta produção agrícola

Estudo comprova que o maior número de polinizadores em pequenas propriedades melhora rendimento de culturas

Promover a biodiversidade pode ser um caminho sustentável para ampliar a oferta de alimentos no mundo, principalmente a produção vinda de pequenos agricultores. Um estudo publicado neste mês na revista Science comprova que a diferença de produtividade entre pequenas áreas agrícolas com baixa e alta produção poderia ser melhorada 24%, em média, somente com o aumento do número de visitantes florais (polinizadores). Em grandes propriedades, para a melhora ocorrer, deve-se diversificar também as espécies desses visitantes. O estudo contou com a participação de pesquisadores do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) em Biodiversidade e Computação (BioComp), sediado na USP.

Os polinizadores são os “responsáveis” por levar o pólen de uma flor para a outra para que ocorra a fecundação da planta. Eles podem ser de variados tipos, desde animais até mesmo o vento. No entanto, a maioria e os mais frequentes são os insetos, principalmente as abelhas.

Os pesquisadores do NAP BioComp organizaram o banco de dados resultante da coleta de informações nas propriedades rurais. Foram analisados 344 campos de 33 diferentes sistemas de produção de culturas dependentes de polinizadores em pequenas e grandes propriedades na Ásia, África e América Latina. Essas culturas englobam algodão, canola, caju, maçã, melão, tomate, café, manga, pepino, nabo, framboesa, girassol, cardamomo, entre outros.

“Algumas espécies de plantas necessitam da presença do polinizador para que o fruto e a semente sejam formados. Se você não tiver o polinizador, a planta não gera o fruto ou o gera, mas com uma eficiência muito menor, então, essas plantas são chamadas de dependentes de polinizador”, explica Antonio Saraiva, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, coordenador do NAP BioCamp e um dos autores do estudo.

Por isso, a quantidade de visitas do polinizador à planta reflete na produtividade. No estudo, os pesquisadores identificaram a relação entre o aumento da produção nas pequenas propriedades agrícolas (aquelas com até 2 hectares) por causa da densidade de visitantes. Para as áreas maiores, apenas a quantidade de visitantes florais não aumentou a produtividade, mas sim a diversificação das espécies visitantes.

“Quando temos propriedades maiores, é comum a presença de polinizadores com longo alcance de voo que, em geral, não são específicos de uma planta. Esses polinizadores podem visitar várias plantas numa área maior. Por isso, para aumentar os visitantes florais em grandes áreas, é preciso diversificar as espécies para provocar o aumento da visitação na mesma planta”, informa o professor.

Segurança alimentar

O estudo alerta que muitos sistemas de produção agrícola têm negligenciado a importância do polinizador. “Há um estímulo para práticas de manejo da produção relacionadas principalmente ao solo, mas praticamente se esquece da importância da polinização. E a pesquisa comprova que, somente com o aumento dos polinizadores, temos um incremento de 24% na produção das pequenas propriedades”, destaca Saraiva.

A produtividade dos pequenos agricultores tem um impacto direto na questão da segurança alimentar. A pesquisa publicada na Science indica que há mais de 2 bilhões de pessoas em países em desenvolvimento dependentes da produção de alimentos vindas das pequenas propriedades.

O professor Saraiva lembra ainda para os cuidados com a preservação dos polinizadores, que em sua maioria são as abelhas. Estudos apontam para a relação entre o desaparecimento delas e o uso indiscriminado de agrotóxicos.

“Como os polinizadores estão sendo ameaçados, é preciso rever essa tendência, sugestões para isso seriam plantios de faixas com plantas com flores para que os polinizadores possam se alimentar em épocas em que a cultura em si não tem flor; uso mais adequado dos pesticidas em períodos quando há menos polinizadores; restaurar áreas naturais nas redondezas das culturas porque elas servem de abrigo e alimento para os polinizadores quando as culturas não estão com flores.”

Estudo

O artigo Mutually beneficial pollinator diversity and crop yield outcomes in small and large farms publicado na Science é resultado de um trabalho desenvolvido por pesquisadores de 18 países, com base em dados de culturas de 12 nações (Argentina, Brasil, Colômbia, África do Sul, Gana, Quênia, China, Índia, Indonésia, Nepal, Paquistão e Noruega).

O ponto de partida foi um projeto de pesquisa desenvolvido entre 2010 e 2014. Chamado de “Conservação e Manejo de Polinizadores para Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica”, ele contou com financiamento do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF) e foi executado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A proposta foi estudar a polinização em culturas de cada um dos 12 países.

No Brasil, o projeto teve como ponto focal o Ministério do Meio Ambiente e teve a participação de diversas instituições de pesquisa. No site Polinizadores do Brasil, há mais informações sobre a participação brasileira.

Hérika Dias / Agência USP de Notícias

Mais informações: email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Plataforma web vai ajudar no descarte de eletroeletrônicos

Publicado por Valéria Dias em 2 de fevereiro de 2016 - 18:00 - Categoria: Tecnologia

Um grupo de alunos da USP está desenvolvendo uma plataforma web para auxiliar na localização de cooperativas de catadores treinadas pela Universidade no Projeto Eco-Eletro [1], com o intuito de indicar um local para o descarte adequado de resíduos eletroeletrônicos. A plataforma também vai beneficiar essas cooperativas, pois o usuário pode informar que tem um equipamento para ser descartado, ajudando na logística de recolhimento. O Projeto Eco-Eletro oferece a capacitação de cooperativas para a desmontagem segura e rentável de eletroeletrônicos.

[2]
Plataforma vai indicar onde o usuário pode deixar o eletroeletrônico

Tudo começou durante a etapa brasileira do Climathon 2015, realizado em junho na Agência USP de Inovação, em parceria com o Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP e com o Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (Bio Comp [3]). O Climathon é um desafio mundial proposto pela Climate-KIG, instituto ligado à União Europeia, com o objetivo de buscar soluções inovadoras para melhorar a conservação da biodiversidade nas cidades. “Esse desafio foi um Hackathon, uma competição que ocorreu simultaneamente em várias países. Os participantes deveriam desenvolver, em 24 horas, uma solução ligada a aspectos ambientais e climáticos”, explica Sabrina Gonçalves Raimundo, uma das participantes do grupo e mestranda do Instituto de Biociências (IB) da USP. Posteriormente, o projeto foi apresentado na 21ª Conferência do Clima (COP 21), realizada em dezembro, em Paris.

O grupo brasileiro conta ainda com os alunos de graduação em Tecnologia da Informação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Filipe Filardi de Jesus, Thiago Nobayashi, Victor Edoardo Garcia Ribeiro Valeriano e de Fabiano Sampaio (que integrou o grupo até o final da COP 21).

O grupo desenvolveu um game como proposta inicial. “Conforme o usuário fosse jogando e ultrapassando as diversas fases, ele encontraria os locais para descartar os eletroeletrônicos”, explica. Após serem selecionados na primeira etapa do Climathon, eles foram convidados a aprofundar a proposta e tiveram dois meses e meio para desenvolver um plano de negócios, validar o projeto e fazer alguns ajustes.

Sabrina conta que a ideia principal do grupo sempre foi abordar a questão dos resíduos eletroeletrônicos. Eles conversaram com várias pessoas do setor, entre eles, os especialistas do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU [4]) da Poli, coordenado pela professora Tereza Cristina Carvalho, e também do Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir [5]) da USP. O LASSU desenvolve, em parceria com o Instituto GEA Ética e Meio Ambiente, o Projeto Eco-Eletro.

Separar e vender as peças de um computador para empresas recicladoras é muito mais rentável que comercializar os equipamentos inteiros, como sucata. Porém, nesses equipamentos, são encontrados elementos tóxicos (chumbo, mercúrio, cromo) que podem contaminar as pessoas e o meio ambiente; já outros componentes podem ser reaproveitados, como os metais nobres (ouro, prata e platina); além do ferro, alumínio e plásticos. Por isso, a desmontagem exige treinamento. É isso que o Projeto Eco-Eletro proporciona aos participantes.

Após conversar com várias pessoas, o grupo mudou o plano de negócios e optou por desenvolver a plataforma web. A ideia é que os usuários possam localizar a cooperativa mais próxima ou para irem lá descartar ou para informar a cooperativa sobre a existência de um equipamento para ser descartado, gerando um mapa de demanda. “Pensamos também que a existência da plataforma poderia ser uma maneira de incentivar outras cooperativas de catadores a se interessarem pelo treinamento oferecido pelo Projeto Eco-Eletro”, diz.

A nova proposta foi enviada aos organizadores, em Londres. O projeto foi aprovado e, com isso, eles garantiram a participação na COP 21. No total, 12 grupos de vários outros países apresentaram seus projetos para investidores e empresários de várias partes do mundo. “Foi uma apresentação bem curta, de cerca de 2 minutos. Depois, cada grupo ficou em um stand e pudemos explicar a nossa ideia com mais detalhes”, conta.

Atualmente, o grupo está trabalhando no desenvolvimento da plataforma web, e ainda não há um endereço disponível. “Queremos fazer uma versão para smartphones, com cara de aplicativo, mas sem a necessidade de os usuários fazerem download. A plataforma vai oferecer outros recursos para os cooperados, entre eles, a disponibilização de um fluxo de caixa e um localizador dos lugares onde as cooperativas podem vender as peças retiradas dos equipamentos, entre outras funcionalidades”, comenta Sabrina.

De acordo a pesquisadora, a plataforma se transformou em projeto para a vida. Ela lembra que eles não se conheciam antes do Climathon. “A gente se conheceu por acaso durante o evento. Por isso, a Universidade precisa investir mais nesse tipo de atividade porque ela abre os horizontes e a gente sai do laboratório”, ressalta.

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Mais informações: email  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  [6], com Sabrina Gonçalves

Etienne Américo Cartolano Júnior, from University of São Paulo (USP), conducts research at UMass Boston

Sept 2015—Sept 2016: Etienne Américo Cartolano Júnior, from University of São Paulo (USP), conducts research at UMass Boston

Etienne Cartolano is a computer engineer with a Masters degreefrom the Escola Politécnica of the  University of São Paulo (USP), Brazil and a specialization in Information Technology from the École Centrale de Lyon (France). He is currently a doctoral student at USP. His dissertation aims at creating an algorithm to measure trust in data collected by regular citizens in Citizen Science projects. This algorithm innovates by using data from social networks to define profiles' similarity between amateurs and specialists. Dr. Antonio Mauro Saraiva is his advisor at USP and Dr. Robert Stevenson, from the Department of Biology, supervises Etienne during his stay at UMB.

Fontehttps://www.umb.edu/gastoninstitute/transdisciplinary_transnational_research/transnational_brazilian_project

Poli-USP desenvolve portal sobre biodiversidade para Ministério do Meio Ambiente

Trabalho dos pesquisadores coloca à disposição da sociedade informações inéditas sobre fauna e flora brasileiras levantadas pelo MMA

O Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), é responsável por todas as unidades de conservação ambientais federais e detentor de informações valiosas e inéditas sobre a flora e fauna do Brasil. Essas informações, até o momento, estavam dispersas em órgãos e instituições do MMA, mas graças ao trabalho de um grupo de pesquisadores coordenado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), esses dados agora estarão acessíveis para cientistas e a sociedade em geral, com o lançamento do Portal da Biodiversidade nesta quinta-feira (26/11), em Brasília. O portal pode ser acessado no link https://biodiversidade.icmbio.gov.br/portal/

Pesquisadores da Poli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (EACH) e do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp (IGCE), com apoio do NAP BioComp/USP e da Fundação FDTE, foram responsáveis pelo desenvolvimento do Portal, trabalho de pesquisa que contou com apoio da agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

“São informações preciosas e inéditas que estarão disponíveis para toda a sociedade, fundamentais para uma efetiva política de conservação da nossa biodiversidade. Não podemos proteger o que não conhecemos”, destaca o professor doutor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, coordenador do grupo de pesquisa e que trabalhou em parceria com professor doutor Antônio Mauro Saraiva e a professora doutora Liria Matsumoto Sato todos do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) da Poli, além de alunos do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica (área de concentração em Engenharia de Computação) da Poli/USP.

Corrêa foi selecionado como consultor do MMA e coordenou o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), entre 2011 e 2012. O grupo definiu as diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto” (open source). Em 2013, partiu-se então para o trabalho de organizar e tornar público os dados do ICMBio, uma das cinco instituições vinculadas ao MMA – as outras são o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

Mais de 1,5 milhão de registros

“Desenvolvemos uma arquitetura de sistemas de informação que integra as diferentes bases de dados sobre biodiversidade existentes no ICMBio, formadas por dados gerados do monitoramento das unidades de conservação e por centros de pesquisa a ele vinculados”, explica. O Portal da Biodiversidade brasileiro do Ministério do Meio Ambiente foi desenvolvido com base num sistema existente da Austrália, considerado o estado da arte em termos de arquitetura e gestão de dados sobre o tema.

Coube aos pesquisadores projetar e desenvolver essa arquitetura, de forma que pudesse agregar os dados da fauna no âmbito do ICMBio, integrando-os e disponibilizando-os por meio de um portal de dados. Os pesquisadores desenvolveram um sistema que integra diferentes bases de dados, disponíveis em instituições e unidades de conservação dispersas em todo o Brasil, envolvendo dados de conservação de primatas, aves, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas do Projeto Tamar, dentre outros.

O Portal disponibiliza mais de 1,5 milhão de registros de observações de espécies animais, ameaçadas ou não de extinção. Pode-se pesquisar no site por espécies, usando o nome científico ou comum, por unidade de conservação, bioma, locais onde espécies foram avistadas etc.

Parte das atividades do grupo da Poli/USP incluiu a capacitação dos pesquisadores e técnicos do ICMBio, envolvendo aproximadamente 80 pessoas de centros de pesquisa e unidades de conservação, de modo que o Instituto poderá fazer a operação e atualização atualização automática dos dados do portal. Outro resultado prático é a publicação de dois livros que tratam da gestão de dados de biodiversidade e de recomendações técnicas que apoiarão tanto o MMA como outras instituições brasileiras na integração e disponibilização de dados de biodiversidade.

Para marcar o lançamento do Portal, haverá um seminário nesta quinta-feira no auditório do MMA, em Brasília, às 15h, com presença prevista da ministra do Meio Ambiente, Isabella Mônica Vieira Teixeira, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Além da apresentação do Portal, haverá uma mesa-redonda com a participação do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa e de representantes do MMA, MCTI, Universidade Federal de Lavras (UFLA) sobre os desafios para potencializar o uso dos dados de biodiversidade na gestão ambiental.

https://biodiversidade.icmbio.gov.br/portal/

Resultado do Edital para contratação de bolsistas RCPol – Rede de Catálogos Polínicos Online

A Rede de Catálogos Polínicos online (RCPol) torna público o resultado do edital para contratação de 02 bolsistas no nível de Treinamento Técnico (Quadro, item 1), sem vínculo empregatício, com dedicação de 40 horas semanais às atividades de apoio ao projeto de pesquisa “Estudo da flora apícola e dos grãos de pólen para inserção de dados na Rede de Catálogo Polínico online (RCPol): subsídio para manejo e conservação de abelhas”. As bolsas terão duração de um ano podendo ser ou não renovadas anualmente por até cinco anos. Abaixo seguem, em ordem decrescente de classificação os nomes dos candidatos aprovados:

1) Organização da coleção virtual de plantas: revisão da nomenclatura botânica; revisão dos caracteres morfológicos florais; revisão dos dados nas coleções físicas de origem; revisão e organização de imagens relacionadas e; inserção de dados em planilhas de MS Excel.

1º Carlos Eduardo Pereira Nunes

2º Karoline Ribeiro de Sá Torezani

3º Amanda Aparecida de Castro Limão

4º Thaís Mendes de Macedo

2) Organização da coleção virtual de pólen: descrição e revisão dos caracteres morfológicos polínico; revisão dos dados nas coleções físicas de origem; organização de imagens dos grãos de pólen; inserção de dados em planilhas MS Excel

1º Jefferson Nunes Radaeski

2º Elisa Pereira Queiroz

3º Simone Cartaxo Pinto

4º Fernanda Mara Fonseca da Silva

Os candidatos aprovados deverão entrar em contato pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até o dia 25 de novembro de 2015, anexando uma declaração direcionada à coordenação da RCPol, demonstrando o seu interesse em assumir a vaga.

Desafios No Contexto Contemporâneo Para Promover A Nova Ciência Inovadora Baseada Em Dados Abertos

A ciência de dados abertos é voltada para a publicação de observações e resultados das atividades científicas disponíveis para análise, uso e reutilização. Hoje, existem iniciativas internacionais para facilitar a ciência aberta e inovadora que se concentram em promover o acesso aberto seguro, persistente, robusto e apoiados nos dados científicos.

O principal objetivo deste workshop é promover a disseminação de conhecimento sobre iniciativas nacionais e internacionais sobre a ciência dos dados abertos que podem contribuir para resolver alguns dos desafios no contexto contemporâneo da ciência aberta no Brasil.

O primeiro Workshop on Data Science irá apresentar dois projetos que organizam dados de monitoramento terrestre: o projeto DataONE (www.dataone.org), apoiado pelo National Science Foundation NSF – EUA e o programa Atmospheric Radiation Measurement
- ARM  (www.arm.org), apoiado pelo Departamento de Energia dos EUA. Serão realizadas palestras ao púbico em geral pelos  pesquisadores Profa. Suzie Allard (University of Tennessee – UT), Prof. Mike Frame (United States Geological Survey _ USGS) e Prof. Giri Palanisamy (Oak Ridge National Laboratory – ORNL) no período da manhã do dia 18 de novembro e serão realizados experimentos de visualização de dados utilizando técnicas e ferramentas computacionais desenvolvidas no projeto ARM para um público de pesquisadores pré-definido, no período da tarde do dia 18 e durante o dia 19 de novembro de 2015.

O workshop é organizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), com o apoio do Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia (CEST)  da Universidade de São Paulo e ocorrerá no Centro de Tecnologia da Informação de São Paulo (CeTI-SP) no Campus da Cidade de São Paulo da USP, entre os dias 18 e 19 de novembro de 2015. Informações sobre participação e inscrição no evento estão disponíveis no site: wds.poli.usp.br

Prof. Dr. Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa – Coordenador do Evento

Departamento de Engenharia de Computacão e Sistemas Digitais - EPUSP

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP

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Programa de Pós-Graduação em Ecologia

Estimados senhoras e senhores:

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia do IB-USP está procurando um jovem pesquisador interessado em um pós-doutorado associado ao programa. Esperamos que o(a) candidato(a) seja um jovem pesquisador com uma linha de pesquisa promissora, produção científica significativa e interesse e disposição para ajudar na docência e demais atividades do PG  Ecologia IB-USP. A bolsa é fornecida pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado/CAPES – PNPD/CAPES (Portaria CAPES 86, de 3-7-2013), no valor de R$ 4.100,00 (quatro mil e cem reais), com duração inicial de 12 meses, sendo possível sua renovação mediante disponibilidade de bolsas e desempenho.

Os interessados devem apresentar suas candidaturas até o dia 19 de novembro de 2015, acompanhadas dos seguintes documentos:

  • CV Lattes atualizado do candidato e do supervisor (docente USP); 
  • Um pré-projeto de 4 páginas no máximo, contendo objetivos, contextualização  teórica, justificativa da relevância do tema, resultados esperados, métodos, cronograma e referências;
  • Uma carta de intenção sobre como o candidato pretende contribuir para pós-graduação, incluindo a proposta de uma disciplina a ser ministrada para os alunos de pós-graduação (apresentar uma ementa simplificada) e é desejável que inclua outros tópicos, como por exemplo:
  • Perspectivas de orientação ou coorientação;
  • Previsão de captação de recurso para atividades de pesquisa;
  • - uma listagem de outras atividades que envolvam docentes e alunos do programa (organização de eventos, mini-cursos, palestras, grupos de discussão, dentre outras).

Para mais informações: 

Programa de Pós-Graduação em Ecologia - Depto. de Ecologia - Instituto de Biociências - USP

E-mail:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

Site: http://ecologia.ib.usp.br/pos/

Telefone: 3091-8096

Endereço: 

Rua do Matão, travessa 14, nº 321

Cid. Universitária, São Paulo - SP - Brasil

CEP 05508-900

Cientistas procuram por abelha invasora na América do Sul

Procura-se uma abelha invasora! A recompensa: entrar para a história da ciência brasileira. Este é o mote de uma campanha iniciada por cientistas do Núcleo de Apoio a Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP-BioComp) da USP, sediado na Escola Politécnica (Poli), junto a agricultores e instituições de pesquisas do Rio Grande do Sul.

A Bombus terrestris pode causar danos ambientais em território brasileiro (*)

O objetivo é detectar o exato momento em que a Bombus terrestris — espécie de abelha europeia — chegue ao território brasileiro pela região sudeste daquele estado. Sabe-se que a Mamangava da Cauda Branca, como é popularmente conhecida, já invadiu a Argentina e segue em direção ao Uruguai. Sua invasão poderá resultar em riscos ambientais para a agricultura e espécies nativas. A orientação dos pesquisadores é não capturá-la, não matá-la, mas reportar seu avistamento.

A iniciativa partiu da pesquisa de doutorado do ecólogo André Luis Acosta membro do Biocomp. No estudo Bombus terrestris chegará ao Brasil: um estudo preditivo sobre a invasão potencial, o cientista desenvolveu uma série de análises computacionais que trazem um levantamento das possibilidades desta invasão. A pesquisa, que teve como orientador o professor Antonio Mauro Saraiva, da Poli, identifica por meio de modelos ecológicos os locais semelhantes ao habitat natural da abelha invasora. “Utilizamos lógicas e algoritmos para gerar um modelo global de suscetibilidade à invasão”, descreve.

A partir das características ambientais do habitat de origem da Bombus terrestris, o modelo levantou os locais do planeta que apresentam condições similarmente adequadas à espécie. Acosta estima que ela poderá chegar ao Brasil, a partir de locais invadidos na Argentina, entre 10 e 20 anos. “Isso se considerarmos o histórico da progressão desta abelha em países já invadidos, como o Japão e a Nova Zelândia”. Todavia, devido à falta de informações sobre importações de colônias da espécie pelo Uruguai, a Bombus terrestris já pode estar invadido áreas muito próximas ao Brasil.

Sobrevoando os Andes
A espécie Bombus terrestris é uma excelente polinizadora. Por este motivo, suas colônias são amplamente comercializadas para polinização agrícola. Na década de 1970, agricultores chilenos adquiriram colônias de Bombus terrestris para melhorar a produção de tomates em estufa, mas as abelhas escaparam do confinamento e invadiram ambientes naturais naquele país. Em 2006 foi reportado que a área de invasão na América do Sul estava se expandido rapidamente e que a espécie já havia alcançado a Argentina, cruzando, para isso, a cordilheira dos Andes.

Uma das principais características da espécie é que as abelhas, por seu grande tamanho e modo de trabalhar, conseguem transferir mais pólen entre flores do que muitas outras superando, inclusive, a Apis mellifera (abelha melífera comum), que também é uma espécie invasora europeia comumente utilizada para polinização agrícola. “Além de acumular grande quantidade de pólen sobre seus pelos, a espécie é capaz de vibrar seu abdome em alta velocidade, o que gera o aprimoramento da captura e transferência de pólen”, descreve Acosta.

Mesmo sendo uma excelente polinizadora e favorecendo plantas selvagens e agrícolas, quando invasora a Bombus terrestris é altamente competitiva com espécies nativas. “Elas começam a trabalhar mais cedo que outras abelhas, esgotando os recursos alimentares disponíveis nas flores, como o néctar, gerando impactos às espécies nativas que também dependem destes recursos para sobreviver”, explica o cientista. “E dependendo do tipo de flor, se esta abelha não consegue acessar o néctar pela abertura natural, ela abre buracos na base da flor, gerando danos que levam a sua queda prematura”, descreve. Isso reduz a taxa de frutificação da planta e gera uma série de impactos, tanto para a própria planta como também para outras espécies. “Além disso, a invasora poderá trazer consigo doenças e parasitas exóticos que podem contaminar plantas e outras abelhas nativas.”

Viajante

Campanha inclui distribuição de cartazes que orientam sobre o procedimento ao se avistar a abelha (**)

Apesar dos potenciais prejuízos da invasão, a orientação dos cientistas é não matar ou capturar a abelha. “Estamos a postos para detectar o momento em que a Mamangava da Cauda Branca chegue ao Brasil”, destaca Acosta. “A partir daí, estudos serão feitos com a espécie viva, para então se avaliar quais impactos ambientais que ela efetivamente poderá gerar”.

Ele destaca que, por outro lado, algumas culturas agrícolas poderão se beneficiar pela presença de Bombus terrestris. “Ela pode ser favorável à polinização de culturas como a do tomate e da berinjela, mas também plantas agrícolas europeias, como a do mirtilo, cuja produção de frutos se concentra no sul do Brasil”.

Além do desenvolvimento do modelo computacional, o cientista percorreu a área susceptível à invasão no extremo sul do Brasil, um trajeto de cerca de 2.600 km durante um mês. Ele averiguou se a espécie já teria invadido o País, mas não a encontrou.

Acosta coordena uma campanha que vem sendo realizada junto aos agricultores, meliponicultores e apicultores do Rio Grande do Sul, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com o suporte de instituições riograndenses, como Emater-RS e a PUC-RS. Além de palestras de divulgação, estão sendo distribuídos cartazes que orientam sobre o procedimento ao se avistar um indivíduo da espécie. “Importante é que ela não seja capturada ou morta”, ressalta. “Orientamos que a fotografem e nos envie a imagem e a localização para que possamos confirmar se de fato é a invasora ou outra espécie nativa; em seguida, se ela foi avistada, iremos até o local para estudá-la”. Além da distribuição de cartazes, a iniciativa mantém um site para divulgação e comunicação de avistamentos: www.abelhaprocurada.com.br.

Fotos: (*) Cecília Bastos / Jornal da USP
Foto: (**) Reprodução
Link relacionado: http://iportal.oficinadeclipping.com.br/LerPDF.aspx?id=wb8CBGhcvyuxabY1HzM+qJXm3jJRh+fWS3+ZrPsC3YxAtA7NGrh5XA==

Mais informações: (11) 3091-5104, no Bicomp; ou com
André Luís Acosta, 
no e-mail  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Redação Acadêmica E Técnicas De Apresentação

MAIO E JUNHO DE 2015

A visibilidade da pesquisa de uma instituição depende da publicação. Para adequar e aprimorar a linguagem para publicação em periódicos internacionais, desde 2006, primeiramente a convite do Prof. Amilton Sinatora, depois instituído pelo Prof. José Roberto Castilho Piqueira, oferecemos o curso de ferramentas básicas de redação acadêmica. A partir de 2009, técnicas de uso da voz, postura, construção de slides, discussões sobre conteúdo e miniapresentações orientam o participante para a boa divulgação de seu trabalho em seminários e congressos. Os cursos são coordenados pelo Prof. João José Neto.

As inscrições (gratuitas) podem ser enviadas pelos orientadores (ou com os mesmos copiados em sua mensagem) para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até 30 de abril, com os seguintes:

Nome do aluno:
Departamento:
Status: * [ver nota abaixo] 
E-mail do aluno:
Número USP do aluno:
Nome do orientador:
E-mail do orientador:
Indicar a opção: ( ) ferramentas básicas para redação acadêmica em língua inglesa
( ) curso de apresentação

* Indicar apenas a sigla: D1 (doutorando com créditos terminados); D2 (doutorando terminando

créditos); D3 (doutorando iniciante); M1 (mestrando com créditos terminados); M2 (mestrando terminando

os créditos); M3 (mestrando iniciante)

 

Curso de ferramentas básicas de redação acadêmica em inglês – sala 04, Poli Minas e Petróleo

8 sessões – 1 aula por semana.

De 06/05 a 01/07, às quartas-feiras, das 14h00 às 17h00.

 

Curso de técnicas de apresentação - sala GD-05, Poli Elétrica (fundos).

4 sessões quinzenais: 12 e 26 de maio, 09 e 23 de junho, às terças-feiras, das 9h30 às 11h00.

Preferência será dada a D1, D2, D3, M1 e M2 que já tenham feito o curso de redação acadêmica, caso haja maior procura do que vagas.

A confirmação da inscrição e as orientações serão enviadas antes do início dos cursos através do e-mail dos participantes.

 May - June
Writing

Wed. 14:00 to 17:00

May 06 to July 01

Presentation

Tue. 9h30-11h00

May 12, 26

June 09, 23

WCAMA 2015 - Deadline 26/04/2015 - ÚLTIMO ADIAMENTO

Caros colegas e estudantes,

Pedimos desculpas por eventuais duplicações e solicitamos a gentileza de divulgar a chamada de artigos para o WCAMA 2015 entre possíveis interessados.

Atendendo mais uma vez a pedidos de vários autores, estendemos o prazo de submissão de trabalhos para o dia 26/04/2015. Este será o último adiamento.

CHAMADA DE TRABALHOS

(Read below CFP in English)

WCAMA 2015 – VI Workshop de Computação Aplicada à Gestão do Meio Ambiente e Recursos Naturais

https://wcama.wordpress.com

http://csbc2015.cin.ufpe.br/eventos_descricao/14

Evento Satélite do XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação 

Recife/PE, Brasil, 20-23 de Julho de 2015

http://csbc2015.cin.ufpe.br

O 6º Workshop de Computação Aplicada à Gestão do Meio Ambiente e Recursos Naturais (WCAMA) tem o objetivo de promover a integração efetiva da área de computação (metodologias e ferramentas) com temas relacionados ao meio ambiente (política e gestão). Como a gestão dos recursos naturais é uma atividade complexa e dinâmica, ela requer a integração entre atores nos campos social, político e tecnológico para serem efetivamente desenvolvidas e implantadas.

ESCOPO

O workshop abrange todas as áreas de pesquisas e aplicações em metodologias, técnicas e ferramentas computacionais aplicadas à gestão do meio ambiente e dos recursos naturais, incluindo (mas não limitado a):

  • Áreas alagadas e várzeas
  • Áreas prioritárias à conservação
  • Controle da poluição do ar
  • Ecologia de paisagem
  • Ecologia urbana
  • Fragilidade ambiental
  • Gerenciamento de lixo sólido
  • Gerenciamento de recursos naturais e renováveis
  • Modelagem de distribuição de espécies
  • Modelagem de mudança de uso e cobertura da terra
  • Monitoramento ambiental
  • Mudanças ambientais globais
  • Políticas ambientais
  • Poluição do solo
  • Poluição sonora e meio ambiente
  • Readaptação do meio ambiente
  • Redução de emissões de gases
  • Saneamento ambiental e tratamento de resíduos
  • Saúde e meio ambiente
  • Sociedade e meio ambiente
  • Sustentabilidade ambiental
  • Transportes e meio ambiente

FORMATO DOS ARTIGOS

WCAMA 2015 aceitará dois tipos de submissão:

  • Artigos completos entre 6 (seis) e 10 (dez) páginas. Estes artigos serão apresentados oralmente.
  • Artigos resumidos/demonstração de software entre 2 (duas) e 4 (quatro) páginas. Este tipo de artigo deverá apresentar uma especificação ou proposta de software dentro do escopo do workshop. Estes artigos serão apresentados em uma sessão de demonstração.

Artigos deverão ser escritos em Português ou Inglês, seguindo o formato SBC (http://www.sbc.org.br/index.php?option=com_jdownloads&Itemid=195&task=viewcategory&catid=32). Será usada a metodologia de revisão duplamente cega (double blind), portanto os manuscritos devem ser submetidos sem o nome e afiliação dos autores. Manuscritos que não seguirem estes procedimentos serão rejeitados.

SUBMISSÃO

As submissões devem ser realizadas eletronicamente através do sistema JEMS, disponível em https://submissoes.sbc.org.br/home.cgi?c=2264

DATAS IMPORTANTES

  • Data limite para submissão dos trabalhos: 26/04/2015 (prazo estendido)
  • Notificação dos trabalhos aceitos: 03/06/2015
  • Data limite para envio das versões finais: 10/06/2015
  • WCAMA 2015: 20/07/2015
  • CSBC 2015: 20-23/07/2015

PALESTRANTES

  • Alex Bager (Universidade Federal de Lavras - UFLA)
  • Carlos de Oliveira Galvão (Universidade Federal de Campina Grande - UFCG)

ORGANIZADORES

Cláudio Campelo, UFCG -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Valéria Cesário Times, UFPE -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Cláudio de Souza Baptista, UFCG -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Marilton Sanchotene de Aguiar, UFPel -  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

BEDO Hosts International Forum 2014 on “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges”

Bangkok, May 21, 2014 – Biodiversity-Based Economy Development Office (Public Organization) (BEDO) hosts an International Forum 2014 on “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges” which eatures a panel of well-known international speakers from over 10 countries. The Forum takes place from May 21 – 3, 2014 at Vibhavadee Ballroom AB, Centara Grand at Central Plaza Ladprao Bangkok, Thailand with no admission ee for interested delegates.

ภาพพิธีเปิดงานประชุมนานาชาติ

Dr. Veerapong Malai, Director General and CEO, Biodiversity-Based Economy Development Office (Public Organization)(BEDO), said “BEDO is an organization established to promote the management of biodiversityresources utilization for economic purposes in 3 aspects including 1) to encourage sustainable conservation and utilization of biodiversity with involvements from business sector 2) to communicate, educate and raise public awareness on biodiversity in response to the decade of biodiversity as noted by United Nations for 2011 – 2020 and 3) to conduct researches on necessary biodiversity and interact with biodiversity dialogues for year 2011 – 2020, and to establish collaborative networks among local and international organizations engaging in biodiversity management and BioEconomy Development. BEDO has already expanded collaborations with other countries within and outside this region in preparation for the Thailand Mega Project on National Inventory of Genetic Resources with Potential Value and Utilization to Establish National Databases with Complete Management System for Collection, Protection, Conservation and Services.”Moreover, BEDO was chosen to be a host for the Second International Symposium on BioCultural Diversity Conservation to encourage the exchange of knowledge on biodiversity and traditional knowledge to develop sustainable bioeconomy.The year 2014 is an excellent opportunity for BEDO to host an International Forum under the theme “Biodiversityand BioEconomy Development: Global Opportunities and Challenges.” Including in the invitation list are local and international experts, executives, academicians,researchers from educational institutions, public entities, associations, and private sectors involving with biodiversity from over 10 countries. The Forum will take place from May 21 – 23, 2014 at Vibhavadee Ballroom AB, Centara Grand at Central Plaza Ladprao Bangkok, Thailand with no admission fee for interested delegates. Over 500 delegates are expected to join this Forum.In relation to this Forum, BEDO hopes that the study and priority on biodiversity would be enhanced and leap forward while encouraging the exchanges of knowledge and experiences among Thai academics and international bodies. New technologies and know-how on sustainable biodiversity resource conservation and utilization will be learnt to promote the biodiversity management in conjunction with conservative moves. Moreover, new partnerships among local and international organizations on biodiversity resources will be forged out.

Taller De Calidad de Datos: Mejorando Los Datos Primarios Sobre Biodiversidad

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Fecha

18 al 21 de noviembre de 2014

Lugar

Universidad de los Andes, Carrera 1 # 18A-12 Bogotá D.C. - Colombia

Organizadores

Comisión Nacional para el Conocimiento y Uso de la Biodiversidad (CONABIO)

Nodo español de la Infraestructura Global de Información sobre Biodiversi

Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) - SiB Brasil

Museo Argentino de Ciencias Naturales (CONICET)

Ministerio de Vivienda, Ordenamiento Territorial y Medio Ambiente de Uruguay (MVOTMA)

Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (CYTED)

Instituto de Ciencias Naturales, Universidad Nacional de Colombia (ICN)

Instituto de Investigación de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt (IAvH)

Sistema de Información sobre Biodiversidad de Colombia (SiB Colombia)

Idioma

Español

Participantes

30

Instructores

Antonio Saraiva (Universidade de São Paulo - Brasil), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Liliana Lara (CONABIO - México), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Katia Cezón (GBIF.ES - España), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Dairo Escobar (SiB Colombia), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Nestor Beltrán (SiB Colombia), O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Memorias

Presentaciones http://goo.gl/y7YxSR

Guías http://goo.gl/gtWg5C

Fotos http://goo.gl/eMXhPF

Agenda http://goo.gl/1wVKol

Videos https://www.youtube.com/sibcolombia

CALENDARIO

Publicación de la convocatoria

18 de septiembre de 2014

Cierre del plazo de inscripción

19 de octubre de 2014

Anuncio de los participantes

24 de octubre de 2014

Realización del taller

18 - 21 de noviembre de 2014

Presentación y propósito del Taller

El fortalecimiento e implementación de procesos de control de calidad en datos primarios sobre biodiversidad, es fundamental en la construcción de conocimiento sobre diversidad biológica. Los datos sobre biodiversidad que son sometidos a estos procesos, son el pilar para apoyar procesos de investigación, educación y toma de decisiones relacionadas con el conocimiento, la conservación y el uso sostenible de la biodiversidad y los servicios ecosistémicos.

Por esta razón, este curso tiene como objetivo general dar las bases teóricas y presentar diferentes herramientas para el control de calidad de los datos, desde la captura de los mismos, pasando por la sistematización, identificación taxonómica, documentación, almacenamiento, preservación de la información, y finalizando con la publicación y uso de los datos.

Objetivos Específicos

Mejorar las habilidades y capacidades en procesos de control de calidad de datos usados por los diferentes nodos latinoamericanos de GBIF.

Consolidar un intercambio de información, tecnologías y experiencias entre nodos, que permitan su implementación por parte de potenciales publicadores de datos sobre biodiversidad.

Compartir herramientas y experiencias para optimizar los procesos de calidad de datos desde la captura hasta la publicación.

Consolidar una comunidad regional entorno a calidad de datos.
Incrementar el uso y reuso de los datos (fitness for use) que son publicados actualmente a través de la red de GBIF.

Mejorar la documentación y publicación de los actuales datos y metadatos.

Mejorar la consistencia estructural y semántica de los datos publicados.

Maximizar la integración e interoperabilidad de la información.

¿A Quién Va Dirigido?

Este curso está dirigido exclusivamente a personas de países iberoamericanos que están relacionados con la gestión y publicación datos primarios sobre biodiversidad. Generalmente son personas responsables de la estructuración, validación y/o administración de datos biológicos. Pueden aplicar:

1. Miembros de los nodos de GBIF en latinoamérica.

2. Miembros de entidades publicadoras de datos a través del SiB Colombia.

3. Potenciales publicadores de datos a través del SiB Colombia.

Criterios de Selección y Perfil Esperado de los Participantes

Para participantes fuera de Colombia, contar con el apoyo de uno de los nodos de GBIF en Latinoamérica. Para participantes por Colombia, estar vinculados con una entidad publicadora de datos a través del SiB Colombia. Sin embargo, los candidatos que pertenecen a entidades que aún no han publicado, pueden hacerlo si se cumplen los requisitos adicionales.

Experiencia y conocimiento en informática de la biodiversidad, particularmente en el manejo de datos sobre biodiversidad.
Habilidades informáticas sólidas en al menos un programa para la administración básica de datos (Excel, OpenOffice Calc, etc.). Es altamente deseable, pero no obligatorio, conocimientos básicos en programación.

Alto interés en proponer y participar.

Compromiso e interés claro en publicar datos a través de redes nacionales y globales como el SiB Colombia y GBIF, así como información y herramientas con la comunidad asociada a temas de informática de la biodiversidad.

Capacidad de implementar políticas y estrategias en calidad de datos dentro de su organización o comunidad.

Interés y compromiso en replicar los conocimientos y habilidades aprendidos durante el taller.

Los candidatos serán seleccionados en función de sus méritos y su adecuación a los criterios de selección sobre la base de la información proporcionada en el formulario de inscripción y la información adjunta requerida (Currículum vítae y carta de recomendación de la organización o entidad a la que pertenece).

Candidatos Seleccionados

Consultar a través de este vínculo: http://goo.gl/NoaARZ

Selección de Candidatos

El proceso de selección se llevará a cabo en dos instancias paralelas:

Para Colombia, un comité de selección establecido por el SiB Colombia, realizará la selección de los aplicantes. Tanto los participantes aceptados como excluidos, serán informados antes de 17 de octubre de 2014.

Los coordinadores de los nodos de GBIF en los demás países de Latinoamérica, seleccionarán sus candidatos en los términos que consideren oportunos y establezcan. Se recomienda a los interesados contactar su respectivo nodo de GBIF. Los nodos de GBIF deberán presentar sus participantes antes del 01 de octubre de 2014.

Financiación

Algunos candidatos seleccionados podrán tener gastos de viaje, alojamiento y/o manutención cubiertos. Sin embargo, asumir parte de estos gastos por cuenta del participante o del nodo GBIF o la entidad que lo apoya, ayudará a que ese candidato sea seleccionado. El taller no tiene gastos de inscripción.

Requisitos Adicionales

En el caso de haber interesados procedentes de países latinoamericanos que no son miembros de GBIF o de entidades que aún no son publicadores del SiB Colombia, se considerará su candidatura siempre y cuando:

El candidato esté involucrado profesionalmente en proyectos o iniciativas de temática similar a la desarrollada en el taller y cuyos objetivos estén alineados con los de GBIF.

El candidato esté vinculado a una organización o entidad involucrada en la gestión de datos e información sobre biodiversidad y su conservación.

La entidad manifieste un compromiso claro de publicar información sobre biodiversidad a través de iniciativas como el SiB Colombia o GBIF, según corresponda.

Los costos derivados de transporte, alojamiento y manutención sean cubiertos por el interesado.

Existan plazas suficientes.

Compromisos Para Participantes Nacionales

El SiB Colombia entiende que es necesario pasar de la capacitación a las acciones concretas de replicación. Partiendo de la alta motivación de los participantes para aplicar en su entidad los conceptos y herramientas adquiridas, cada participante se compromete a:

Realizar un evento de capacitación en el que se compartan los conceptos aprendidos (total o parcialmente) para una eventual implementación de una política de calidad de datos.

Enviar evidencia sólida de este evento en un periodo no superior a seis meses después de finalizado el taller.

Para esto el SiB Colombia se compromete a facilitar todas las presentaciones y guías para lograr los objetivos dentro del evento en cuestión.

¿Cómo Aplicar?

Complete el Formulario de Inscripción.

Palestras e Mini-cursos na Jornada de Informática na Biodiversidade

Programa de Verão de 2015 do LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica).

O LNCC possui sua sede com 11.000 m2 de área útil, num terreno de 70.000 m2, localizado na Av. Getulio Vargas, 333, no bairro Quitandinha em Petrópolis, a 35 minutos do Aeroporto Internacional do Galeão e 50 minutos do centro da cidade do Rio de Janeiro.

Os telefones para contato são (24) 2233-6000 e o fax (24) 2231-5595.

Programação do evento:


Palestra: Informática na Biodiversidade: onde estamos, como chegamos aqui e para onde vamos
Palestrante: Eduardo Dalcin - JBRJData: 09/02/2015
Horário: segunda de 10:00 hs às 10:50 hs
Local: Auditório A


Palestra: Sistema de Informação em Saúde Silvestre - SISS-Geo
Palestrante: Eduardo Krempser da Silva - LNCC
Data: 09/02/2015
Horário: segunda de 11:00 hs às 11:50 hs
Local: Auditório A

Palestra: Tutorial sobre o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr)
Palestrante: Luiz M. R. Gadelha Jr., Francisco Moura, Pedro Guimarães, Daniele Palazzi - LNCC
Data: 09/02/2015
Horário: segunda de 14:00 hs às 15:50 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB01. Gestão e incentivos para a publicação de dados de ocorrências de espécies
Professor: Danny Velez (LNCC)
Carga Horária: 6h
Data: 10/02/2015
Horário: terça de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB02. Introdução a Qualidade de Dados de Biodiversidade
Professores: Antonio Mauro Saraiva (USP), Allan Koch Veiga (USP) Carga
Horária: 6h
Data: 11/02/2015
Horário: quarta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB03. Introdução à Modelagem de Distribuição de Espécies
Professora: Marinez Ferreira de Siqueira (JBRJ) Carga Horária: 6h
Data: 12/02/2015
Horário: quinta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Mini-Curso MC-IB04. Introdução à Visualização de Dados: Teoria e Prática
Professora: Nicole Sultanum (IBM Research - SP) Carga Horária: 6h
Data: 13/02/2015
Horário: sexta de 09:00 hs às 16:00 hs
Local: Laboratório 5

Ementas dos cursoshttp://goo.gl/YuaMG1
Inscriçõeshttp://goo.gl/kLxMV1

Simpósio em mudanças climáticas: processos de retroalimentação

Agência FAPESP – O Laboratório de Biogeoquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove, entre 15 e 17 de setembro, o “Simpósio em mudanças climáticas: processos de retroalimentação”.

O evento contará com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, entre eles participantes do Laboratorio Internacional en Cambio Global (LINCGlobal), entidade de pesquisa formada pela parceria do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha, e da Pontifícia Universidade do Chile, destinada a estudos interdisciplinares sobre mudanças globais. O simpósio também será o marco oficial da entrada da UFRJ no LINCGlobal.

Durante o evento, haverá apresentações de pôsteres, nas quais os alunos mostrarão seus trabalhos. A submissão de resumos pode ser feita até 18 de agosto.

O simpósio ocorrerá na UFRJ, no auditório Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), que fica na Avenida Carlos Chagas Filho, 373, no Rio de Janeiro. Mais informações: http://simposiolincglobal.blogspot.com.es/

Mudanças climáticas já causam queda da produtividade agrícola no mundo

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – As mudanças climáticas têm causado alterações nas fases de reprodução e de desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café. E os impactos dessas alterações já se refletem na queda da produtividade no setor agrícola em países como Brasil e Estados Unidos.

A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado no dia 27 de maio, no auditório da FAPESP, sob a coordenação de Carlos Martinez, professor da Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto.

Promovido pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o objetivo do evento foi reunir pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos para compartilhar conhecimentos e experiências em pesquisas sobre o impactos das mudanças climáticas globais na agricultura e na pecuária.

“Sabemos há muito tempo que as mudanças climáticas terão impactos nas culturas agrícolas de forma direta e indireta”, disse Jerry Hatfield, diretor do Laboratório Nacional de Agricultura e Meio Ambiente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). “A questão é saber quais serão o impacto e a magnitude dessas mudanças nos diferentes países produtores agrícolas”, disse o pesquisador em sua palestra no evento.

De acordo com Hatfield, um dos principais impactos observados nos Estados Unidos é a queda na produtividade de culturas como o milho e o trigo. O país é o primeiro e o terceiro maior produtor mundial desses grãos, respectivamente. “A produção de trigo [nos Estados Unidos] não atinge mais grandes aumentos de safra como os obtidos entre as décadas de 1960 e 1980”, afirmou.

Uma das razões para a queda de produtividade dessa e de outras culturas agrícolas no mundo, na avaliação do pesquisador, é o aumento da temperatura durante a fase de crescimento e de polinização.

As plantas de trigo, soja, milho, arroz, algodão e tomate têm diferentes faixas de temperatura ideal para os períodos vegetativo – de germinação da semente até o crescimento da planta – e reprodutivo – iniciado a partir da floração e formação de sementes.

O milho, por exemplo, não tolera altas temperaturas na fase reprodutiva. Já a soja é mais tolerante a temperaturas elevadas nesse estágio, comparou Hatfield.

O que se observa em diferentes países, contudo, é um aumento da frequência de dias mais quentes, com temperatura até 5 oC mais altas do que a média registrada em anos anteriores, justamente na fase de crescimento e de polinização.

“Observamos diversos casos de fracasso na polinização de arroz, trigo e milho em razão do aumento da temperatura nessa fase. E, se o aumento de temperatura ocorrer com déficit hídrico, o impacto pode ser exacerbado”, avaliou.

Segundo Hatfield, a temperatura noturna mínima tem aumentado mais do que a temperatura máxima à noite. A mudança causa impacto na respiração de plantas à noite e reduz sua capacidade de fotossíntese durante o dia, apontou.

Pesquisas com milho 

Em um estudo realizado no laboratório de Hatfield no USDA em um rizontron – equipamento para a análise de raízes de plantas no meio de cultivo –, pesquisadores mantiveram três diferentes variedades de milho em uma câmara 4 oC mais quente do que outra com temperatura normal, para avaliar o impacto do aumento da temperatura nas fases vegetativa e reprodutiva da planta.

“Constatamos que a fisiologia da planta é muito afetada por aumento de temperatura principalmente na fase reprodutiva”, contou o pesquisador.

Em outro experimento, os pesquisadores mantiveram uma variedade de milho cultivada nos Estados Unidos em uma câmara com temperatura 3 oC acima da que a planta tolera na fase de crescimento, em que é determinado o tamanho da espiga.

O aumento causou uma redução de 15 dias no período de preenchimento dos grãos de milho e interrupção na capacidade da planta de completar esse processo, o que se refletiu em queda de produtividade.

“Observamos que, se as plantas forem expostas a uma temperatura noturna relativamente alta no período de preenchimento dos grãos, essa fase de desenvolvimento é interrompida”, afirmou Hatfield.

“O problema não é a temperatura média a que a planta pode ficar exposta na fase reprodutiva, mas a temperatura mínima. Precisamos entender melhor essa interação das culturas agrícolas com o ambiente e o clima para aumentar a resiliência delas à elevação da temperatura e à frequência de eventos climáticos extremos”, avaliou.

Impactos no Brasil

No Brasil, as mudanças climáticas já modificam a geografia da produção agrícola, afirmou Hilton Silveira Pinto, diretor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ano passado foi o mais seco desde 1988 – quando o Cepagri iniciou suas medições climáticas.

Registrou-se uma média de 1.186 milímetros de chuva contra 1.425 milímetros observados 

nos anos anteriores. O mês mais crítico do ano foi dezembro, quando choveu 83 milímetros. A média para o mês é 207 milímetros, comparou Silveira Pinto.

“O final de ano muito seco atrapalhou bastante a agricultura em São Paulo, porque a época de plantio dos agricultores daqui é justamente no período entre outubro e novembro”, disse Silveira Pinto durante sua palestra.

“O plantio de algumas culturas deverá ser atrasado, porque há uma variabilidade bastante sensível no regime pluviométrico das áreas em que determinadas culturas podem ser plantadas”, afirmou.

Segundo o pesquisador, a partir dos anos 2000 não foi registrada mais geada em praticamente nenhuma região de São Paulo, evidenciando um aumento da temperatura no estado.

Um reflexo dessa mudança é a migração da produção do café em São Paulo e Minas Gerais para regiões mais elevadas, com temperaturas mais propícias para o florescimento da planta. A cada 100 metros de altitude, a temperatura diminui cerca de 0,6 oC, segundo Silveira Pinto.

Durante o período de florescimento do café, quando os botões florais tornam-se grãos de café, a planta não pode ser submetida a temperaturas acima de 32 oC. Apenas uma tarde com essa temperatura nesse período é suficiente para que a flor seja abortada e não forme o grão.

“O registro de temperaturas acima de 32 oC tem ocorrido com mais frequência na região cafeeira de São Paulo. Com o aquecimento global, deverá aumentar entre 5 e 10 vezes a incidência de tardes quentes no florescimento da planta”, disse Silveira Pinto. “Isso pode fazer com que não seja mais viável produzir café nas partes mais baixas de São Paulo nas próximas décadas.”

“A produção do café no Brasil deve migrar para a Região Sul”, afirmou. “O café brasileiro deverá ser produzido nos próximos anos em estados como Paraná e Santa Catarina.”

Data: 03/06/2014

Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar impactos das mudanças climáticas

Por Noêmia Lopes

Agência FAPESP – A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas. Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.

De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos. Assad foi um dos palestrantes no quarto encontro do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 22 de maio, em São Paulo.

“O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes”, disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."

Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. “O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino”, disse em sua palestra O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura.

Os modelos de pesquisa realizados pela Embrapa, muitos deles feitos em colaboração com instituições de outros 40 países, apontam que a redução de produtividade de culturas como milho, soja e arroz decorrente das mudanças climáticas deve se acentuar nas próximas décadas.

“Isso vale para as variedades genéticas atuais. Uma das soluções é buscar genes alternativos para trabalhar com melhoramento”, disse Assad.

Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.

“Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global”, adiantou Assad.

Para o melhoramento de espécies, de forma a que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. “Testamos essa variedade este ano, no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem”, disse o pesquisador. 

Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.

Prejuízos e mudanças no sistema produtivo

Cálculos da Embrapa feitos com base na produtividade média da soja mostram que somente esse grão acumulou mais de US$ 8,4 bilhões em perdas relacionadas às mudanças climáticas no Brasil entre 2003 e 2013. Já a produção de milho perdeu mais de US$ 5,2 bilhões no mesmo período.

A área considerada de baixo risco para o cultivo do café arábica deve diminuir 9,45% até 2020, causando prejuízos de R$ 882 milhões, e 17,15% até 2050, elevando as perdas para R$ 1,6 bilhão, de acordo com análises feitas na Embrapa e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Diante dos prejuízos, outra solução apontada por Assad é a revisão do modelo produtivo agrícola. “A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera aumentou mais de 20% nos últimos 30 anos, tornando indispensável a implantação de sistemas produtivos mais limpos”, disse à Agência FAPESP.

“O Brasil é muito respeitado nesse tema, em especial porque reduziu o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, ampliou a produtividade na Região Amazônica”, disse.

Segundo Assad, isso abre canais de diálogo sobre a sustentabilidade na agricultura e sobre a adoção de estratégias como integração entre lavoura, pecuária e floresta, plantio direto na palha, uso de bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, rochagem (uso de micro e macronutrientes para melhorar a fertilidade dos solos), aplicação de adubos organominerais, além do melhoramento genético.

“O confinamento do gado é outro ponto que está em discussão por pesquisadores e criadores em diversas partes do mundo. Ele pode resultar em menos emissão de gases de efeito estufa, mas torna o rebanho mais vulnerável à doença da vaca louca. Nesse caso, uma alternativa é a recuperação de pastos degradados”, afirmou Assad.

Estudos feitos na Embrapa Agrobiologia mostram que um quilo de carne produzido em pasto degradado emite mais de 32 quilos de CO2 equivalente por ano. Já em pasto recuperado a partir do que a agricultura de baixa emissão de carbono preconiza, a emissão por quilo de carne pode ser reduzida a três quilos de CO2 equivalente anuais.

“Isso mostra que ambientalistas, ruralistas, governo e setor privado precisam sentar e decidir o que fazer daqui em diante – qual sistema de produção adotar? Com ou sem pasto? Com ou sem árvores? Rotacionado ou não? São mudanças difíceis, de longo prazo, mas muitos agricultores já estão preocupados com essas questões, com os prejuízos que o aquecimento global pode trazer, e começam a buscar soluções”, disse.

Data: 02/06/2014

MMA firma parcerias para portal de dados de biodiversidade nas UCs

USP e instituição alemã também participam do empreendimento

LUCIENE DE ASSIS

Profissionais do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (BioComp/USP) estão desenvolvendo sistema computacional que possibilitará a gestão de dados de biodiversidade, incluindo aqueles gerados com a realização do monitoramento da biodiversidade nas Unidades de Conservação (UCs). Trata-se da Plataforma de Informação em Biodiversidade, fruto de uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

O trabalho está sob a coordenação técnica dos professores Pedro Pizzigatti Côrrea e Antônio Mauro Saraiva e faz parte do Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC, no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da República Federal da Alemanha. A plataforma terá por base um software adaptado do portal de dados do Atlas of Living Australia (ALA), considerado um dos pilares no desenvolvimento do projeto.

De acordo com a área técnica da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, o uso deste sistema computacional pelo Projeto Monitoramento da Biodiversidade com Relevância para o Clima em nível de UC é o resultado de um processo mais amplo, no qual foi discutida uma arquitetura de web para integrar os dados de biodiversidade no âmbito do MMA e de suas instituições vinculadas. Em 2011 e 2012, o Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade (GT-MMA), sob a coordenação técnica do professor Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, definiu diretrizes para o compartilhamento da informação no âmbito do Ministério e optou pelo uso de ferramentas do tipo “código aberto” (open source).

 

NOVA ARQUITETURA

Essas ferramentas se baseiam em padrões internacionais e abertos de interoperabilidade de dados de biodiversidade e no modelo organizacional de nós de uma rede de informação, que são pontos interligados, embora atuando de forma independente. O processo de definição da arquitetura de referência teve o apoio do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II), executado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês).

Atualmente, o portal do ALA é considerado um dos mais completos em termos de funcionalidades e seu uso por outras instituições e países tem sido estimulado pelo próprio Atlas e apoiado pelo Global Biodiversity Information Facility (GBIF). Desde 2012, o BioComp e o ALA articulam a utilização do código do portal em projetos no Brasil, aproveitando-se do grande investimento já feito e da experiência acumulada pelo ALA.

 

INTERAÇÃO

Até o momento, os resultados obtidos pela equipe do BioComp no desenvolvimento de um sistema de informação baseado no código computacional do Atlas são expressivos, dado o tempo reduzido e a complexidade do sistema, e se destacam em meio a uma comunidade de usuários criada pelo GBIF para auxiliar na interação com instituições de diversos países entre si e o ALA. O sistema é voltado para captura, integração, compartilhamento, visualização e análise de dados e permitirá a captura de informações nas UCs e a visualização integrada de mapas, espécies e espécimes por usuários de dados sobre a biodiversidade.

A previsão é de que o sistema esteja em uso já no final de 2014 para o monitoramento de Unidades de Conservação localizadas na Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. Permitirá, também, a abertura, para a sociedade, dos dados gerados pelos projetos de pesquisa autorizados pelo ICMBio/MMA por meio do Sistema de Informação em Biodiversidade (Sisbio), conforme regramento acordado com as sociedades científicas, a ser formalizado em instrução normativa com publicação prevista para os próximos.

Biodiversidade e Mudanças Climáticas

 A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP, no âmbito do

Programa BIOTA-FAPESP-Educação, convida para o quarto encontro do

 

Ciclo de Conferências - 2014
Biodiversidade e Mudanças Climáticas

 

No âmbito das relações entre biodiversidade e os serviços ecossistêmicos,
o objetivo deste encontro é apresentar os avanços nos conhecimentos científicos relacionados
às interações entre biodiversidade e mudanças climáticas globais.

Data: 22 de maio 2014
Horário: 13h30 às 17h00

Local: FAPESP – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa

Informações atualizadas: www.fapesp.br/eventos/biota_bioemudancasclimaticas

Confirmação de presença: www.fapesp.br/eventos/biota_bioemudancasclimaticas/inscricao

Programação
22/05 - Biodiversidade e Mudanças Climáticas
13:30 Credenciamento
13:50 Abertura
14:00 A modelagem do impacto das mudanças climáticas na biodiversidade
Leonardo Meirelles, Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP Leste)
14:45 Efeitos potenciais do aquecimento global na distribuição de espécies da Mata Atlântica
Alexandre F. Colombo, Consultor- AC+DS Alexandre Colombo Design Sustentável
15:30 Intervalo
16:00 O impacto potencial das mudanças climáticas na agricultura
Eduardo Assad, Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA/EMBRAPA)

Evento gratuito/Vagas Limitadas

Informações
Tel.: (11) 3838-4394

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Sugestões de estacionamento:
Pio Park – Rua Pio XI, 1320
Tonimar – Rua Jorge Americano, 89